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Carros roubados na África do Sul vendidos em Moçambique

  • Simião Pongoane

Vítimas sul-africanas ameaçam fazer justiça com as próprias mãos se as autoridades não intervirem

O roubo de viaturas ao longo da fronteira entre África do Sul e Moçambique continua a provocar uma crispação exacerbada de relações entre sul-africanos e imigrantes moçambicanos.

Os sul-africanos acusam os imigrantes moçambicnos de conivência com os ladrões de carros, sobretudo os de todo-o-terreno, que são depois levados a Moçambique.

As autoridades sul-africanas nas províncias de Kwazulu-Natal, Mpumalanga e Limpopo, que partilham a fronteira com Moçambique, tentaram em vão reforçar a vedação de arame farpado e em algumas secções da fronteira e construíram um muro de betão para conter o roubo de viaturas.

Há dois meses, os habitantes de uma zona de Kwazulu-Natal pediram directamente ao Presidente Jacob Zuma para lnterceder junto do Governo moçambicano para estancar o furto a partir do outro lado da fronteira.

As vitimas consideram que as autoridades moçambicanas são tolerantes para com os ladrões que levam viaturas ilegalmente na África do Sul.

O Presidente Jacob Zuma vai a Maputo próxima semana para participar na reunião da comissão bilateral Moçambique - África do Sul.

Fontes diplomáticas admitem que o assunto de roubo sistemático de viaturas vai estar na mesa das conversações entre Jacob Zuma e Filipe Nyusi.

Os dois países vizinhos têm uma Sub-Comissão de Defesa e Segurança que lida com assuntos do crime transfronteiriço, mas não se tem reunido regularmente.

As comunidades vítimas querem respostas práticas o mais cedo possível, caso contrário ameaçam fazer justiça com as próprias mãos contra os imigrantes moçambicanos suspeitos de conivência com os ladrões.

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