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Angola Fala Só - Candidatos da UNITA: "Nada nos deve dividir"


Candidatos à presidência da UNITA: Alcides Sakala, José Pedro Katchiungo e Raúl Danda
25 de Out 2019 Angola Fala Só - Candidatos da UNITA: "Nada nos deve dividir"
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A unanimidade de opiniões e o enfâse na unidade do partido UNITA marcaram o debate entre três dos cinco candidatos à presidência deste partido no programa “Angola Fala Só”.

Num debate de uma hora José Pedro Katchiungo, Raúl Danda e Alcides Sakala responderam a perguntas de ouvintes e internautas que versaram questões desde a economia, autarquias à autonomia de Cabinda.

Nesta última questão Danda, ele próprio natural de Cabinda disse que só o dialogo pode levar à solução do problema de Cabinda mas avisou que qualquer independência “só é viável ase tiver um impacto junto das populações”.

“Independência não é só hastear a bandeira e tocar um hino”, disse Danda pra quem o dialogo é uma plataforma para se resolver o problema.

José Pedro Katchiungo fez notar que tinha visitado Cabinda esta semana onde foi “excelentemente bem recebido” por todos acrescentando que “a UNITA é quem uma visão para Cabinda”.

Essa visão, disse, passa pela descentralização do poder em Angola sendo as eleições autárquicas “um bom começo” para esse fim.

Alcides Sakala fez notar que Cabinda é uma região “especifidades próprias” por questões históricas e “descontinuidade geográfica”.

Para Sakala as autárquicas “podem ser um passo” para a solução do problema que em primeiro lugar “é preciso estabelecer uma plataforma negocial para se dar outros passos”

No que diz respeito à economia os três candidatos defenderam a necessidade de se dar prioridade à agricultura com Alcides Sakala a sublinhar que a UNITA sempre defendeu “previligiar o campo para beneficiar a cidade”.

Para Sakala em todas as reformas económicas é contudo preciso introduzir “a cultura de prestação de contas”.

Os três candidatos defenderam também a necessidade de uma revisão constitucional particularmente no que diz respeito á eleição do presidente da Republica com José Pedro Katchiungo a defender “a separação de poderes” e “um diálogo paa a revisão constitucional”.

Para Raúl Danda o presidente “tem que ser eleito pela maioria do povo angolano… até para seu próprio bem”.

“Actualmente temos um presidente que eleito por boleia ( do parlamento)”, disse Danda.

Este candidato teve que responder a uma pergunta que lhe foi dirigida pessoalmente sobre as suas ambições afirmando que “nunca solicitar um lugar” na UNITA mercendo o melhor que pode em qualquer posição que o seu partido decidir.

“Se a UNITA me mandar lavar pratos irei faze-lo bem”, disse.

Alcides Sakala disse a este respeito que o importante nesta campanha eleitoral não são so indivíduos mas sim “a contribuição “ que todos podem dar à UNITA.

“O importante é que no dia 16 de Novembro haja um partido unido pronto a avançar”, disse.

Os três candidatos rejeitaram também as acusaçoea da existência de tribalismo e racismo dentro da UNITA com José Pedro Katchiungo a fazer notar que os seus pais eram de diferentes grupos étnicose Raul Danda sublinhando ser ele próprio do norte de Cabinda.

“As diferenças dos diversos povos é o que nos enriquece”, disse Katchiungo

Alcides Sakala afirmou que dentro da UNITA sempre houve uma preocupação em garantir a responsabilidade de todos os grupos.

Raul Danda fez por outro lado notar que a UNITA mão terá dificuldades em governar autarquias que vai ganhar em eleições spara esses órgãos recordando que o partido administrou muitas zonas durante a guerra.

Interrogados sobre preocupações que a UNITA pode ganhar o campo mas não ao “asfalto” os candidatos foram de opinião que “nada deve dividir os angolanos”

“Nenhum pais se faz só com com o campo ou só com o asfalto”, disse Katchiungo.

Os outros dois candidatos á presidência da UNITA, Adalberto da Costa Júnior e Abílio Kamalta Numa serão os candidatos da próxima semana.

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