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Cabo-verdianos elegem dirigentes locais em meio a pandemia


Campanha eleitoral em Cabo Verde

Eleições autárquicas são ante-sala das legislativas e presidenciais de 2021

A pandemia da Covid-19 que provocou até agora 94 mortos em 8.332 casos não impede que pouco mais de 337 mil cabo-verdianos de irem às urnas escolher os seus dirigentes locais nas oitavas eleições autárquicas do arquipélago.

Nos 22 municípios, 65 listas de partidos e grupos independentes concorrem às câmaras e assembleias municipais, um ano antes das legislativas e presidenciais de 2021.

“É um acto normal, quase como o de respirar”, disse o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, sublinhando que as oitavas eleições municipais são "um sinal de experiência e de maturidade democrática" do país.

Nas primeiras horas registaram-se atrasos generalizados na abertura das assembleias de voto e, ao falar à imprensa depois de ter votado na cidade da Praia, Fonseca, disse que apesar de "algumas insuficiências”,Cabo Verde "é uma referência de democracia" no plano internacional.

O antigo Presidente da República e ex-primeiro-ministro Pedro Pires apelou ao voto e destacou que “não devemos transferir aos outros a responsabilidade de participar na escolha dos candidatos".

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, destacou que “ao longo desses 29 anos, o poder local tem cumprido a sua missão para a felicidade dos cabo-verdianos e robustez da nossa democracia”.

Por seu lado, o primeiro-ministro e líder do MpD, Ulisses Correia e Silva, considerou que as eleições locais a seis meses das legislativas de 2012 são um grande testes porque “não temos experiências anteriores em Cabo Verde” e espera que “nas legislativas estejamos muito mais aperfeiçoados”.

A presidente do PAICV, principal partido da oposição, Janira Hopffer Almada também apelou à participação de todos, mas estranhou que “cadernos tenham sido entregues ontem à noite, nomeadamente em Santa Catarina do Fogo".

António Monteiro, presidente da UCID, a terceira força política no Parlamento, e candidato à Câmara Municipal de São Vicente, defendeu o voto de todos para que os cidadãos possam exigir dos eleitos o cumprimento das promessas “com toda a autoridade".

Nas eleições de 2016, o MpD conquistou 20 câmaras municipais e o PAICV duas.

Os resultados provisórios devem ser conhecidos ainda hoje.

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