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Cabo-verdianas lutam por lei de paridade no Parlamento


Mulheres no Mercado do Plateau, Praia

Organizações reconhecem avanços

Em Cabo Verde, as mulheres consideram ter avançado muito e, apesar da menor presença delas nos principais cargos de direcção, constituem peça-chave do desenvolvimento do país.

Agora, a “luta” está centrada na aprovação de uma lei de paridade do Parlamento.

Cabo-verdianas lutam por lei de paridade no Parlamento - 2:22
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A presidente da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) a mais antiga organização de promoção feminine, afirma que a mulher cabo-verdiana tem sido peça-chave desenvolvimento do arquipélago desde a primeira hora.

Idalina Freire, presidente da OMCV
Idalina Freire, presidente da OMCV

Idalina Freire sustenta a sua afirmação com o forte engajamento da camada feminina nasactividades laborais, sendo o maior rosto do mercado informal, e noutras outras frentes, lado a lado com os homens, nomeadamente na agricultura.

Ela destaca ainda o papel das mulheres na vida familiar, onde parte significativa de cabo-verdianas são chefes de família.

Lúcia Passos, presidente da Rede de Mulheres Parlamentares
Lúcia Passos, presidente da Rede de Mulheres Parlamentares

Na mesma linha, a presidente da Rede de Mulheres Parlamentares enaltece o prestimoso contributo dado pelas mulheres no processo de desenvolvimento do paíse no seio familiar.

Para Lúcia Passos, “elas são verdadeiras heroínas”.

Apesar da grande contribuição, Passos considera que a camada feminina ainda enfrenta muitas dificuldades e barreiras que precisam ser ultrapassadas, por isso destaca a movimentação no sentido de se aprovar uma lei de paridade no Parlamento.

A meta vai no sentido do equilíbrio da balança (50-50), mas a presidente da Rede de Mulheres Parlamentares reconhece que não será fácil e, por isso, espera contar com a pronta colaboração das diferentes estruturas, órgãos de soberania e, sobretudo dos homens.

"As mulheres têm dado provas de capacidade e precisam ter as mesmas oportunidades que os homens, não faz sentido termos o maior número de raparigas formadas, mas com menos possibilidade de empregabilidade. Precisamos também de mais espaços para a entrada na política, inseridas nas listas em lugares ilegíveis, mais e melhores cargos de liderança nas empresas publicas e privadas, entre outros direitos", realça a deputada do MpD, no poder.

A aprovação da lei da paridade é vista com satisfação pela presidente da OMCV, uma iniciativa, segundo Idalina Freire, “que deve ser abraçada e apoiada por todos, homens e mulheres”.

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