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Imigrantes dos países lusófonos dizem estar bem integrados em Cabo Verde

  • Eugénio Teixeira

Cidade Velha, Patrimonio Mundial, Cabo Verde

Apontam o dedo à enorme burocracia na obtenção de documentos

Cabo Verde sempre foi conhecido como um país de emigração, mas o arquipélago passou a ser, nas últimas três décadas um ponto receptor de imigrantes, oriundos sobretudo do continente africano.

Cidadãos dos países lusófonos do continente marcam forte presença nas ilhas, com a Guiné-bissau e São Tomé e Príncipe na linha da frente em termos de imigrantes a residirem em Cabo Verde.

Professor de profissão, Jerónimo Pontes disse à VOA que se sente bem adaptado em terras cabo-verdianas.

“Levo vários anos aqui, vivo tranquilamente e enfrento a mesma realidade dos cidadãos locais, não tenho razão de queixa”, afirmou.

São-tomense de nascimento, Pontes considera que a forte ligação de vários anos à grande comunidade cabo-verdiana no arquipélago do Golfo da Guiné , facilita a integração dele e dos concidadãos em Cabo Verde.

Entretanto, alguns imigrantes mostram-se incomodados com comportamentos de determinadas pessoas que apelidam os africanos de outras paragens de “mandjacos ”, uma prática de há muito no país.

“Acho que se trata de uma situação normal que também acontece entre os próprios nacionais que falam de badios e sampadjudos”, considera Jerónimo Pontes.

Os guineenses, que constituem outra grande comunidade de imigrantes, estão inseridos nas diferentes esferas profissionais do arquipélago, muitos deles na docência, com realce para a disciplina de educação física, construção civil e comércio informal.

No mercado do Sucupira, na capital, a VOA conversou com Soares Biey que reside há cerca de 13 anos em Cabo Verde, onde afirma levar a vida de forma tranquila.

No entanto, queixa-se da "grande burocracia para a obtenção e renovação de documentos de residência".

De forma geral, os emigrantes dos países de língua portuguesa afirmam sentir-se bem na sociedade cabo-verdiana, apesar de críticas à burocracia.

Alguns dos entrevistados entendem que, pelo passado histórico e laços de amizade entre os países africanos de língua portuguesa, os cidadãos dos respectivos países deviam merecer um tratamento diferenciado na entrada e obtenção de documentos de permanência nos diferentes países.

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