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BPC readmite estagiários afastados por suposta fraude

  • João Marcos

BPC no meio de suspeita de fraude

Agência do Banco de Poupança e Crédito em Benguela tinha suspenso 65 estagiários depois de denúncias de fraude na sua admissão.

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) estará a fazer vista grossa a indícios de fraude na admissão de funcionários para a sua agência em Benguela, região Centro/Sul, com um voto de confiança aos 65 jovens suspensos há uma semana.

A directora regional não fala sobre o assunto, mas a VOA sabe que as investigações descortinaram já a existência de uma rede que facilitou o acesso a muitos candidatos.

Os 65 estagiários suspensos para o inquérito instaurado pelo Conselho de Administração estão de regresso ao trabalho, mas fontes do maior banco público referem que as investigações prosseguem, embora advirtam que resultados não sairão das quatro paredes da instituição.

É que os dados preliminares apontam para a existência de uma rede fraudulenta, acusada de ter facilitado o ingresso de funcionários, sejam eles familiares de quem já lá se encontrava ou pessoas que terão desembolsado valores monetários.

Com o BPC a tentar preservar o seu ‘’bom nome’’, a solução foi, segundo as mesmas fontes, aceitar o ingresso de todos, incluindo os recrutados de forma ilegal, que serão pelo menos 15.

A directora regional, Ilda Silva, optou por não dar resposta a questões colocadas pela VOA, limitando-se a confirmar que ‘’os jovens já se encontram a trabalhar’’.

Jovens entrevistados esperam telefonema

O presidente da Associação Jovens Defensores do Ambiente, Martins Domingos, salienta que o BPC está a pagar a factura de um concurso público com sinais de exclusão.

“O problema é que o BPC realizou, primeiramente, um concurso interno, tendo os funcionários colocado pessoas por conveniência. São problemas como estes que frustram a sociedade, em particular a juventude. É uma agressão á soberania e ao patriotismo’’, critica Domingos.

A VOA sabe que existem vários jovens chamados para entrevistas após os exames, há quatro meses, mas que continuam em casa à espera de um telefonema.

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