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Botswana: Ian Khama abandona a presidência


Ian Khama

Mokgweetsi Masisi torna-se o terceiro líder do Botswana de fora da dinastia política Khama, que dominou o país desde a independência da Grã-Bretanha, em 1966.

Ian Khama, general reformado do Exército, deixou o cargo de presidente do Botswana, neste sábado, 31, entregando a liderança do país rico em diamantes ao seu vice, depois de uma década no comando.

Mokgweetsi Masisi torna-se o terceiro líder do Botswana de fora da dinastia política Khama, que dominou o país desde a independência da Grã-Bretanha, em 1966.

Com a saida de Ian, permanece no governo apenas um membro da família Khama, o ministro do Turismo Tshekedi

Masisi, de 55 anos, herda um país que há décadas é tido como bom exemplo de democracia africana e de boa gestão económica, mas analistas dizem que enfrenta a enorme tarefa de reduzir a dependência do país em relação aos diamantes.

O analista político Ndulamo Morima disse à Reuters que não tem a certeza sobre a competência de Masisi na economia, “mas se for respeitado pelos ministros, será capaz de produzir resultados”.

Professor de formação e antigo funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Masisi foi eleito deputado em 2009 e serviu como ministro da educação antes de ser indicado vice-presidente, em 2017.

Masisi, que toma posse amanhã, chega ao poder um ano antes das eleições presidenciais, e espera ser indicado candidato do seu partido, Botswana Democratic Party, para a votação de 2019.

O cessante Khama, solteiro de 65 anos, é conhecido pela frontalidade, tendo abertamente criticado a liderança de Robert Mugabe, do Zimbabwe, e as alegadas declarações racistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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