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Benguela: Depois da violência retaliação contra crianças


Destruição de instalações da UNITA em Monte Belo, Benguela

Alunos choram e dizem ter sido ameaçados de morte "por serem da UNITA"

Deputados da UNITA revelam que filhos de membros do partido na província de Benguela estão a ser expulsos de escolas públicas, havendo o registo de crianças e adultos com o ano lectivo perdido.

Crianças com ligações à UNITA impedidas de estudar - 1:46
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No termo de uma visita de trabalho, parlamentares do ‘’galo negro’’ prometeram ir até às últimas consequências para punir os responsáveis por crimes de violência doméstica.

Do município do Bocoio, a 110 quilómetros da cidade de Benguela, já não chegam relatos de agressões físicas e vandalização de casas e lojas, mas nem isso tranquiliza a UNITA, que vê surgir uma nova faceta da intolerância política.

A deputada Clarice Muquinda, membro da 8ª Comissão da Assembleia Nacional, que trata de assuntos da família, infância e acção social, disse “determinadas crianças de menor idade foram expulsas de escolas por dirigentes da JMPLA.

“ Outros, como são os casos de adultos, também não estão a estudar. O mais grave é que todos estes acontecimentos contaram com a participação das entidades policiais. Após contactos com as testemunhas, vamos tomar medidas, vamos até as últimas consequências’’, prometeu a deputada.

Uma das medidas, segundo o jurista António Cangombe, membro da área jurídica da direcção central, é responsabilizar os culpados.

’Temos matéria para vários processos-crime” disse relatando depois casos de crianças a chorar quando contaram que uma professora lhes disse que “vão morrer por serem da UNITA”.

A VOA tentou contactar o administrador municipal do Bocoio, António Capewa Calianguila, mas sem sucesso.

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