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Bastos de Morais está preso em condições desumanas, diz Quantum Global


Jean-Claude Bastos de Morais empresário suíço-angolano

Comapnhia acusa autoridades angolanas derecorrerem a violaçãode direitos humanos para forçar cancelamento de contractos

A Companhia Quantum Global que administra fundos do Fundo Soberano de Angola acusou hoje as autoridades angolanas de recorrerem à intimidação, coerção e violação dos direitos humanos para se desfazer dos contractos entre as duas partes.

A companhia disse estar “profundamente preocupada” com a detenção do seu presidente Jean Claude Bastos de Morais que disse estar preso em condições desumanas

O Fundo Sobrano de Angola e a Quantum Global encontram-se envolvidos em batalhas jurídicas em diversos países desde o afastamento de José Filomeno dos Santos da liderança do fundo.

O fundo perdeu recentemente uma acção em Inglaterra onde tinha pedido o congelamento dos fundos da Quantum Global algo que um tribunal negou por considerar de validos os contractos anteriormente assinados.

O presidente da Quantum Global Jean Claude Bastos de Morais regressou a Angola e foi colocado em prisão domiciliária acabando por ser preso recentemente.

A companhia disse hoje que Bastos de Morais tem estado sempre a colaborar com as autoridades angolanas tendo regressado ao país voluntariamente e faz notar que a medida de prisão preventiva foi aplicada com bases em transacções imobiliárias ocorridas em Angola e que nada têm a ver com a Quantum Global.

Para além disso acrescenta que essas acusações são claramente infundadas.

Bastos de Morai, diz o comunicado, não violou nenhuma das medidas preventivas inicialmente aplicadas.

A Quantum Global diz que Bastos de Morai sestá detido em “condições desumanas” em Viana juntamente com infratores violentos em violação ao mandado da própria procuradoria que disse que ele seria levado ao hospital prisão de São Paulo.

A sua prisão em Viana, diz o comunicado, agrava ainda mais a violação dos direitos humanos a que Bastos de Morais está a ser submetido.

O comunicado acusa ainda as autoridades de quererem induzir em erro a opinião pública ao insinuarem que Bastos de Morais poderia estar envolvido no caso da transferência dos 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola, um caso que nada tem a ver com a companhia ou com Bastos de Morais.

O comunicado reitera a vontade da Quantum Global para uma solução negociada e reitera também o pedido que o fundo soberano avance para uma solução negocial na base do espirito de boa-fé e de acordo com a lei comercial internacional.

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