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"BarçaGate" - Polícia faz raid no clube e Josep Bartomeu foi detido


Barcelona FC

Seis dias antes da eleição de um novo presidente no FC Barcelona, o ex presidente do clube catalão, Josep Josep Maria Bartomeu foi preso nesta segunda-feira, 1 de Março e houve um raid da polícia em Camp Nou como parte da investigação "Barçagate".

De acordo com uma fonte familiarizada com o caso, Bartomeu, que renunciou em Outubro, está actualmente sob custódia policial "numa esquadra de polícia aguardando uma audiência" pelos investigadores.

Josep Maria Bartomeu
Josep Maria Bartomeu

Outros membros da administração do clube também foram presos: o ex-braço direito de Bartomeu, Jaume Masferrer, o gerente geral do clube, Oscar Grau, e o diretor jurídico, Roman Gomez Ponti, ainda de acordo com a mesma fonte.

A polícia regional catalã "Mossos d'Esquadra" indicou na manhã desta segunda-feira que agentes do seu departamento de crimes económicos invadiram a sede do clube em Camp Nou e que "prisões" tiveram lugar neste contexto mas sem revelar o número e a identidade das pessoas presas.

Em declaração publicada ao meio-dia, hora local, o Barcelona FC confirmou "a busca dos Mossos d'Esquadra (segunda-feira) de manhã nos escritórios do Camp Nou, por ordem do juiz do tribunal de Instrução N13 de Barcelona, encarregue do caso do contrato de monitoramento de serviços de redes sociais ", apelidado de "Barçagate" pela media.

O clube disse que "ofereceu a sua total colaboração" à justiça.

Kylian Mbappe, futebolista do PSG no dia do jogo frente ao Barcelona
Kylian Mbappe, futebolista do PSG no dia do jogo frente ao Barcelona

Este raid acontece num momento em que a equipa está a desfrutar de um retorno à forma à La Liga depois de meses de crise desportiva, em que o clímax foi a derrota infligida em casa pelo Paris SG na Liga dos Campeões em 16 de Fevereiro (1- 4) - Kylian Mbappe marcou 3 golos.

"Barçagate"

O caso "Barçagate" eclodiu um ano atrás, depois de uma investigação da rádio espanhola Cadena Ser sobre uma suposta campanha de calúnias contra figuras do Barça (como a estrela Lionel Messi ou o defesa Gerard Piqué) em redes sociais, orquestrada por uma empresa que trabalha para o clube.

Gerard Piqué e Lionel Messi
Gerard Piqué e Lionel Messi

A imprensa, em seguida, estimou que o objectivo desta campanha era melhorar a imagem de Josep Maria Bartomeu, sendo o alvo todos os críticos do presidente, que renunciou em 27 de Outubro.

A rádio mostrou que o clube pagou um milhão de euros em seis facturas distintas à empresa I3 Ventures, com a qual o Barça desde então cortou relações. É um valor seis vezes superior aos preços de mercado, de acordo com a imprensa.

O clube então negou categoricamente qualquer campanha de difamação.

"Eles foram encarregados de monitorar as redes sociais? A resposta é sim. Eles têm a tarefa de desacreditar pessoas ou instituições nas redes sociais? A resposta é não. E vamos processar todos aqueles que nos acusam de isso", Bartomeu defendeu-se.

Criticado por uma grande franja de apoiantes, jogadores e sócios do clube, Josep Maria Bartomeu acabou por renunciar no final de Outubro após uma longa crise, com todo o seu comité de gestão.

Seis anos e meio à frente do Barça, esteve perto de perder a lenda viva Lionel Messi, que no final de Agosto comunicou que queria rescindir o seu contrato "unilateralmente", decepcionado com os resultados de sua equipa e mais ainda pelas decisões dos seus líderes que tinham escolhido em particular separar-se do seu grande amigo Luis Suarez.

Essas buscas e prisões acontecem seis dias antes das eleições para a presidência do clube marcadas para domingo, onde os sócios (apoiantes e accionistas) serão chamados a escolher entre Joan Laporta, Toni Freixa e Victor Font para suceder Bartomeu.

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