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Banco Mundial disponibiliza 150 milhões de dólares para economia rural em Moçambique


Produção de caju em Moçambique

Programa de Economia Rural Sustentável de Moçambique destina-se a pequenos produtores agrícolas e pescadores, bem como pequenas e médias empresas

O Banco Mundial (BM) anunciou um donativo no valor de 150 milhões de dólares americanos da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) em apoio à primeira fase do Programa de Economia Rural Sustentável de Moçambique.

A decisão tomada na quarta-feira, 9, visa ajudar o país, no âmbito daquele programa com duração de 10 anos, a abordar “alguns dos desafios urgentes enfrentados pelos pequenos produtores agrícolas e pescadores, assim como pelas pequenas e médias empresas (MPMEs) do sector”.

A directora do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Comores, Maurícias e Seychelles, Idah Z. Pswarayi-Riddihough, sublinha na nota que “o meio rural é a base do sustento da maioria da população de Moçambique e é nele onde vive a maioria dos mais necessitados do país”.

O rápido crescimento da população rural coloca, segundo Pswarayi-Riddihough, a cada ano cerca de 450 mil jovens no mercado de trabalho, “o que faz com que o enfoque no crescimento da renda rural seja um imperativo para promover o crescimento inclusivo e prevenir conflitos.”

O programa pretende ajudar os agricultores e pequenos e médios empresários a melhorar a sua produção e gestão e também vai investir em serviços de extensão e infraestruturas básicas resilientes de transporte rural.

O economista-chefe de Agricultura e líder de equipa de trabalho, Diego Arias Carballo destaca, por seu lado, que a expansão económica na agricultura produzirá maior impacto na redução da pobreza em Moçambique.

“No entanto, o potencial do sector continua a ser desafiado pela baixa produtividade, principalmente devido à i adopção de tecnologias, oferta limitada de serviços agrícolas, juntamente com alta sazonalidade na produção, e ainda, o aumento da vulnerabilidade climática”, afirma a nota.

O projecto também terá uma especial atenção nas mulhares rurais que “enfrentam numerosos constrangimentos no acesso a recursos produtivos essenciais, serviços, tecnologia, informação de mercado e financiamento”, segundo Franka Braun, especialista sénior em Gestão de Recursos Naturais e co-líder de equipa do projecto.

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