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Autoridades sanitárias da Huíla apertam o combate à tuberculose

  • Teodoro Albano

Doença provocou 270 mortes em 2016

As autoridades sanitárias do principal Hospital Sanatório da província da Huíla pretendem inverter os números da tuberculose na região que, em 2016, apontaram para mais de 1.700 casos, dos quais resultaram 270 óbitos.

Trabalhar mais na divulgação das medidas de prevenção e desencorajar os casos de abandono ao tratamento são os desafios a que se propõe o hospital no presente ano, segundo o director clínico do dispensário do Lubango, Lourenço Kotele.

Apesar de terem sido curadas contra a doença mil pessoas em 2016 outras 300 abandonaram o tratamento.

Lourenço Kotele diz que certos comportamentos manifestados por alguns pacientes não ajudam o combate à doença.

“As pessoas logo que se deparam com a tosse por mais de duas ou três semanas devem procurar os nossos serviços, mas os nossos doentes fazem o inverso quando se encontram se no estádio de doente caracterizado por tosse expectoração eles preferem ser referenciado a um quimbanda”, lamentou o médico afirmando ainda que algumas comunas e bairros do Lubango têm sido focos da doença, situação que deve merecer atenção da saúde pública.

O Hospital Sanatório do Lubango, o maior da região sul, espera aumentar com o último concurso público o quadro de pessoal com pelo menos mais quatro médicos e 15 enfermeiros para engrossar os actuais cinco médicos e mais de 20 auxiliares de enfermagem.

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