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Autoridades moçambicanas registam avanços na luta contra a malária

  • Alfredo Júnior

Administração massiva de tratamento reduz prevalência da malária em 86 por cento.

Os testes de um novo medicamento de prevenção da malária apresentam resultados positivos em Moçambique.

Os testes levados a cabo pelo Centro de Investigação em Saúde da Manhiça e a administração massiva de tratamentos resultaram na redução em 87 por cento dos casos de malária numa região em que foram todas as pessoas, doentes ou não, tomaram um remédio contra a doença.

A Organização Mundial da Saúde revelou no relatório divulgado na segunda-feira, 12, que Moçambique registou 8,3 milhões de novos casos em 2015, contra 9,3 milhões em 2010, enquanto 15 mil pessoas morreram no ano passado, quando cinco anos atrás o número atingiu os 18 mil.

Esta redução de mortes deve-se a várias acções, como a que está a ser levada a cabo pelo Centro de Investigação em Saúde da Manhiça, que há mais de um ano iniciou o projecto de administração massiva de tratamentos.

O projecto consiste na ingestão de um medicamento contra a maláriae os primeiros resultados são encorajadores para a expansão da iniciativa, segundo o médico e investigador Pedro Aide.

"Antes de iniciarmos estas actividades tínhamos uma prevalência da malária ao redor dos nove por cento e ao final do ano passado, após as duas primeiras rondas de administração massiva de tratamento, a prevalência da malária baixou em 86 por cento, em Magude”, explicou.

A redução do número de casos e mortes face a 2010 poderá também dever-se ao facto de mais de 60 por cento da população moçambicana dormir hoje coberta por redes mosquiteiras tratadas com insecticida.

A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade está envolvida neste projecto-piloto e, de acordo com Zélia Menete, o seu sucesso depende de um maior envolvimento dos líderes comunitários.

"O nosso trabalho é mobilizar as pessoas, explicar as vantagens deste tratamento, ajudar caso haja algum efeito secundário, fazendo referência das pessoas da unidade sanitária, trabalhando com as estruturas locais para que também ao nível das comunidades haja capacidade para entendimento deste processo e que a população use outros métodos de prevenção", referiu Menete.

Para melhor disseminar a informação sobre os métodos de prevenção da malária, activistas têm recebido meios de transporte que lhes permitirãochegar às zonas mais recônditas do país.

Este ano foram notificados 5.393.506 casos de malária, de acordo com dados divulgados pela directora nacional-adjunta de Saúde Pública, Maria Benigna.

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