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Autoridades cabo-verdianas devem fazer mais para proteger as crianças, exigem activistas


Imagem de arquivo

Associações cabo-verdianas de defesa e promoção dos direitos da criança exigem das autoridades melhorias no acesso à educação e à saúde, sobretudo para as crianças com necessidades especiais.

A presidente da Associação de Apoio às Crianças Desfavorecidas, Lourença Tavares, diz que são necessárias respostas mais céleres na resolução dos problemas e necessidades das crianças.

Autoridades cabo verdianas devem fazer mais para proteger as crianças, exigem activistas
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"Aqui, falo na temática da violência contra a criança, não somente a sexual como a psicológica, porque temos uma violência grave que é a ausência do pai na vida e sustento dos filhos, feito em muitas situações só pela mãe; por isso penso que deve haver maior articulação dos serviços para termos respostas rápidas", diz Tavares.

Por seu lado, a presidente da Associação Acarinhar, que trabalha na defesa das crianças com paralisia cerebral, Teresa Mascarenhas, afirma que ainda falta muita coisa.

Uma das necessidades, segundo Mascarenhas, prende-se com à "reabilitação", uma vez que a maioria não tem acesso e em alguns casos o número de sessões é "insuficiente", e muitas crianças não "frequentam a escola, porque têm graves dificuldades motoras e vivem em zonas de difícil acesso".

A directora nacional da educação, Elionora Sousa diz tratar-se de uma questão que exige muito esforço dada às especificidades destas crianças, mas afirma que está-se a trabalhar para que haja melhorias.

E o director nacional da saúde, Jorge Barreto, entende que tem havido acções concretas na prestação dos cuidados às crianças com necessidades especiais, mas reconhece que o ritmo precisa de ser acelerado.

"Consultas médicas, fisioterapia, terapia da fala, mas também a educação e inclusão social devem ser tidas em conta; nós temos essa noção e vamos tentando melhorar numa trabalho multissectorial", afirma Barreto

Insegurança

O caso recente de violação de uma adolescente quando regressava da escola, acto no qual o irmão mais novo foi obrigado a assistir pelos agressores, prova que muita coisa precisa ser alterada para salvaguardar a integridade e protecção dos menores, dizem os responsáveis associativos.

Nesse capítulo, o director nacional da polícia nacional, Emanuel Moreno diz que a corporação e demais entidades parceiras têm vindo a reforçar os mecanismos de acção, mas reconhece que os desafios são muitos, nos grandes centros urbanos e populacionais.

Ele realça que os cidadãos devem também prestar maior colaboração na denúncia de suspeitos da prática de crimes, para que as autoridades possam tomar as devidas medidas .

"Temos procurado fazer um policiamento de proximidade, mas reconheço que apesar de formações anuais para ingresso de novos agentes, ainda há défices em termos de recursos humanos e outros meios, mas estamos a trabalhar para melhorarmos o trabalho prestado", disse Moreno.

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