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Aumentam protestos de camionistas no Brasil


Longas filas numa bomba de gasolina de Curitiba, devido à greve dos camionistas contra o aumento do preço do gasóleo.

Mesmo com propostas apresentadas pelo governo federal, parte do movimento diz que está preparada para mais dois meses de greve.

Sobe para 616 o número de pontos de concentração de caminhoneiros às margens das rodovias federais no Brasil, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Na terça-feira (29), eram 556.

Aumentam protestos de camionistas no Brasil
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O presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), fizeram um apelo para que os manifestantes retornem ao trabalho.

No texto, eles reiteraram que vão cumprir o acordo com a categoria "no menor tempo possível" e que "há necessidade indispensável" de abastecer todos os setores da economia nacional, destacando os setores da alimentação, medicamentos e combustíveis.

Mesmo com propostas apresentadas pelo governo federal, parte do movimento diz que está preparada para mais dois meses de greve, como revela um dos porta-vozes dos caminhoneiros, Walace Landin.

“Com siglas de sindicato hoje para voltar ao trabalho tem que o combustível valendo menos de R$ 3,00 e a gasolina menos de R$ 3,15 senão não volta a trabalhar. Nossos companheiros que estão lá do lado de fora já disseram que se preciso for ficar dois meses parados nas estradas vamos ficar”, diz.

Nos grandes centros urbanos, mais um dia com enormes filas nos poucos postos com combustíveis. O limite para abastecer na maioria é de R$ 100 e está proibido o uso de galões. Muitos motoristas estão ficando mais de dez horas nas filas para tentar colocar um pouco do combustível no veículo.

“Entrei na fila de um posto de combustíveis às quatro horas da madrugada e devo conseguir abastecer por volta das cinco horas da tarde. O combustível acabou longe daqui. Estou com um galão nas mãos. Sei que não estão abastecendo os galões, mas tenho fé que conseguirei. Caso contrário, terei que empurrar meu veículo até o posto”, afirmou o motorista Fernando Moreira.

Perdas no comércio nos últimos oito dias de paralisação dos caminhoneiros chegam a 3 bilhões e 100 milhões de reais nos estados deMinas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Distrito Federal, segundo levantamento feito pela CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

De acordo com a Confederação, os ramos de combustíveis e supermercados respondem por 47% do volume anual de vendas do varejo brasileiro. Os estados avaliados na pesquisa são responsáveis por 56% da receita dos dois segmentos, em nível nacional.

E a população já começa a sentir os impactos da paralisação dos caminhoneiros. Nos supermercados, verduras e legumes são os alimentos que tiveram as maiores altas nos últimos dias, principalmente a batata.

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