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Aumenta a violência contra as mulheres em Maputo

  • William Mapote

O perfil do agressor é, regra geral homem, jovem e o relacionamento conjugal está no centro das causas da violência.

“Sempre que chega embriagado agride-me violentamente, quer verbalmente, fisicamente ou sexualmente’’.

Este é o grito de uma mulher moçambicana que, durante seis anos, sofreu no silêncio, a violência dentro de casa, protagonizada precisamente por quem jurou amar, até que a morte os separe.

Mas depois de mais uma noite de pancadaria, Eunice Magote decidiu quebrar o silêncio, e foi às autoridades buscar ajuda.

O seu caso é mais um entre milhares denunciados e silenciados, em Maputo, a capital de Moçambique.

No ano passado, cerca de três mil casos foram de violência doméstica foram registados, o que representa um aumento em cerca de 600 casos comparativamente ao ano anterior.

Mas activistas da área dizem que os números oficiais estão longe da realidade, uma vez que muitas vítimas continuam a optar pelo silêncio ou são forçadas a tal.

No geral, a mulher e a criança são os rostos mais visíveis da violência doméstica. Os dados do ano passado indicam que 60 % das vítimas são mulheres, 30% crianças e 10 % homens. O perfil do agressor é, regra geral homem, jovem e o relacionamento conjugal está no centro das causas da violência.

Maria Supinho, socióloga e chefe do Gabinete de Atendimento as Vítimas de Violência Doméstica, diz que no caso dos agressores há um problema patológico, cujo tratamento deve ser do fórum hospitalar.

Mas enquanto o caso não chega aos gabinetes médicos, a família é chamada a ser vigilante, porque vale mais prevenir, do que remediar, disse o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande.

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