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Ativistas colocados em liberdade e Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia rapto


Carlos Sambu e Queba Sané, ativistas guineenses

Os dois ativistas raptados na segunda-feira, 5, na Guiné-Bissau foram libertados, sem qualquer acusação formal, nesta terça-feira, 6, soube a VOA em Bissau.

Queba Sané e Carlos Sambu foram colocados em liberdade, sem qualquer acusação, depois de terem passado a noite na segunda esquadra da polícia, que fica ao lado do Ministério do Interior.

Num comunicado publicado na sua página do Facebook nas primeiras horas de hoje, a Liga Guineense dos Diretos Humanos (LGDH) tinha afirmado que "Queba Sané foi espancado, algemado, colocado na porta-mala de uma viatura V8 e levado para paradeiro ainda incerto".

"As testemunhas dizem conhecer a identidade do raptor e a titularidade da viatura utilizada na operação”, refere a Liga na sua nota, em que denuncia rapto do ativista.

A organização acrescenta que “Sané havia denunciado à Polícia Judiciária, há 4 dias, supostas ameaças e intimidações de que estaria a ser alvo devido às opiniões e críticas que tem publicado na sua página pessoal nas redes sociais".

Noutro post, a LGDH indicou ter informações que outro ativista tinha sido preso, sem revelar a sua identidade.

Ministro Botche Cande diz que "dormiram bem"

Entretanto, numa visita aos Serviço de Informação e Segurança (SIS), o ministro do Interior, Botche Cande, questionado pelos jornalistas sobre os ativistas, limitou-se a dizer que estão “bem e dormiram bem”.

Sem dar detalhes, pediu “calma e tranquilidade” e acrescentou que, de acordo com a “orientação dada pelo Presidente da República, daqui a nada as pessoas vão estar tranquilas quanto a esse assunto e virão que os guineenses têm capacidade de ultrapassar os seus problemas”.

Os dois ativistas políticos estão ligados ao Movimento Para Alternância Democrática (MADEM G15), partido do próprio Cande e principal base de apoio do Presidente Úmaro Sissoco Embalo.

No entanto, Quebá Sané criticou a recente atribuição dos nomes dos presidentes do Senegal, Macky Sall, e da Nigéria, Mamadu Buari, a duas avenidas em Bissau, pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló.

Dias depois, segundo a LGDH, ele começou a receber várias ameaças.

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