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Ataque cibernético deita abaixo sites do Governo ucraniano


Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, em conferência de imprensa, 22 Fevereiro 2022

Presidente ucraniano promete "revidar" em caso de ataque.

Um novo ataque cibernético deitou abaixo os sites de vários bancos e de instituições políticas do Estado ucraniano, incluindo do Governo e do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O ministro da Transformação Digital, Mykhailo Fedorov, confirmou que vários sites foram sobrecarregados com pedidos de serviço e ficaram indisponíveis quase em simultâneo.

As autoridades ucranianas tinham avisado, no início da semana, que estaria em preparação o lançamento de vários ataques informáticos contra sites de agências do seu Governo, de bancos e do sector da Defesa.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, não atribuiu o último ataque cibernético à Rússia, apenas dizendo que as interrupções no ciberespaço eram “de uma cartilha russa”.

O Governo russo responsabilizou Moscovo pelos ataques cibernéticos, mas a Rússia negou qualquer envolvimento.

Discurso emotivo do Presidente

Na noite de hoje, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy dirigiu-se à nação e num discurso emotivo afirmou, em russo, que “o povo da Ucrânia e o Governo da Ucrânia querem a paz".

Mas se a nação for atacada, "revidaremos", disse, rejeitando as alegações da Rússia de que a Ucrânia é uma ameaça e afirmou que uma invasão custaria milhares de vidas.

Zelenskyy revelou que tentou ligar para o Presidente Vladimir Putin, mas não houve resposta do Kremlin.

“Quero me dirigir a todos os cidadãos russos. Não como Presidente. Dirijo-me aos cidadãos russos como cidadão da Ucrânia”, disse Zelensky, indicando que a “a liderança aprovou que eles dessem um passo adiante, para o território de outro país”

Ele refutou as acusações de que os ucranianos são neonazistas, como são chamados pelo Governo Putin.

“Estão dizendo a vocês que somos nazistas. Como pode uma nação que deu 8 milhões de vidas para combater o nazismo apoiá-lo? Como posso ser nazista? Conte ao meu avô sobre isso”, disse Zelensky, acrescentando que "ele esteve, durante toda a guerra, na infantaria do exército soviético e morreu como coronel na Ucrânia independente".

“Estão dizendo que odiamos a cultura russa? Como alguém pode odiar a cultura? Alguma cultura? Os vizinhos sempre se enriquecem culturalmente, mas isso não os torna um, não nos dissolve em vocês”, disse o presidente ucraniano. "Nós somos diferentes. Mas não é motivo para sermos inimigos”, afirmou o Presidente.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, alertou no Twitter sobre relatos da Crimeia de que “todo o turno da noite da fábrica de produtos químicos Titan em Armyansk (teve) evacuado da instalação”.

“Isso pode ser uma preparação para outra provocação encenada pela Rússia”, disse ele.

Os Estados Unidos voltaram a reiterar hoje, através do porta-voz do Pentágono que a Rússia vai invadir a Ucrânia a qualquer momento.

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