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Morte de presidente do Malawi pode alterar relações com Moçambique


Храм святого Иоанна Предтечи на 17-й улице в Вашингтоне

As relações entre os dois países estavam numa situação de crispação

Em Moçambique, ainda não há reacção oficial sobre a morte do Presidente do Malawi, Bingu Wa Mutharika, vítima de paragem cardíaca.

O Presidente da República, Armando Guebuza, esteve sexta-feira numa cerimónia pública do lançamento de um barco de fiscalização pesqueira. Fez discurso sobre o evento e não disse nada em relação à morte do seu homólogo malawiano. O Chefe da diplomacia moçambicana, Oldemiro Baloi, está na China.

A comunicação social moçambicana reportou a morte de Bingu Wamutharika com algumas reservas por falta de confirmação oficial, porque o próprio governo do Malawi congelara a notícia desde ontem.

Mas Moçambique e Malawi partilham uma longa fronteira. Só que nos últimos anos as relações entre os dois países estavam numa situação de crispação devido à pressão do agora malogrado Presidente para o seu país usar os rios Zambeze e Chire para navegação mercantil.

Moçambique exige estudo de impacto ambiental, mas Bingu Wa Mutharika já tinha construído um porto nas margens do rio Chire.

Bingu wa Mutharika, morre aos setenta e oito anos, e estava a cumprir o seu segundo e último mandato presidencial.

As próximas eleições gerais estão previstas para 2014. Segundo a Constituição malawiana, em caso de incapacidade ou de morte, o Presidente da República é substituído pelo Vice-Presidente e neste caso poderá ser a senhora, Joyce Banda. No entanto, ela foi expulsa do partido governamental, facto que agora alimenta várias interpretações.

Alguns analistas não descartam a possibilidade de uma emenda constitucional para afastar definitivamente a Vice-Presidente Joyce Banda do comando do País e promover o irmão do Presidente, actual Ministro dos Negócios Estrangeiros, Peter Mutharika.

No entanto, os partidos da oposição e os líderes da sociedade civil defendem que o poder deve ser assumido pela vice-Presidente, Joyce Banda.

A novela política malawiana ainda promete fazer correr muita tinta, mesmo com a morte de Bingu Wamutharika.

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