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Arábia Saudita ameaça retaliar contra quaisquer sanções por desaparecimento de jornalista


Jamal Khashoggi

Jamal Khashoggi gravou o seu interrogatório e assassinato

A Arábia Saudita rejeitou hoje as ameaças do presidente Donald Trump de punir os sauditas pelo desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi afirmando que irá retaliar com maiores acções económicas se o presidente americano impor sanções contra Riade.

A bolsa de valores da Arábia Saudita caiu 5% hoje depois de Trump ter afirmando que haverá “punições severas” se for determinado que agentes sauditas assassinaram Khashoggi dentro do consulado da Arábia Saudita em Istanbul há duas semanas atrás.

Os sauditas dizem que as acusações não têm fundamento mas não forneceram qualquer prova que o jornalista deixou o consulado onde se havia deslocada para levantar documentos necessários para o seu casamento.

A agencia oficial de notícias saudita citou uma fonte não identificada do governo como tendo dito que se houver acções contra o governo este responderá com acções de maior envergadura, fazendo notar que a Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo e tem “um papel vital e de influência na economia global”.

Notícias provenientes da Turquia indicam que Khashoggi poderá ter gravado a sua própria morte no seu relógio Apple.

Segundo essas notícias Khashoggi ligou o gravador nesse relógio quando entrou no consulado no dia 2 de Outubro.

O telefone transmitiu depois para um outro telefone celular na posse da sua noiva e segundo as noticias o interrogatório e assassinato de Khashoggi foram gravados.

O jornal Washington Post disse que as autoridades turcas informaram os Estados Unidos terem também imagens de vídeo do assassinato.

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