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Economistas dizem que por agora introdução do IVA em Angola é difícil

  • Manuel José

Alertam para a realidade do "mercado informal"

A aplicação do Imposto de Valor Acrescentando (IVA) em Angola deverá demorar algum tempo devido à complexidade burocrática que isso vai requerer, dizem especialistas angolanos.

O Governo anunciou recentemente a intenção de introduzir o IVA como meio de arrecadar receitas, principalmente para a Saúde.

O economista do Centro de Investigação Cientifica da Universidade Católica Precioso Domingos considera que a introdução do IVA requer uma estrutura económica bem oleada e neste momento Angola ainda não possui.

"Acho que é necessário que a contabilidade e o sistema esteja muito bem organizado, de modo a que já não acredito que o país tenha condições para o IVA”, afirma, lembrando que o sistema poderá ser introduzido “quem sabe daqui a dois anos se houver vontade ou empenho”.

José Severino, presidente da Associação Industrial Angolana (AIA) pensa da mesma maneira.

“É um problema complexo em que é preciso uma grande organização contabilística nas empresas e no Estado, mas mesmo em África há poucos países sem IVA, e é um mecanismo importante para o Estado arrecadar receitas”, afirma.

Severino fez notar ainda que não será possível o Governo aplicar o IVA no mercado informal, opinião compartilhada pelo economista José Coata.

"Não é possível a coabitação do IVA com o mercado informal, o Estado deve fazer com que quem esteja no mercado informal seja atraído para o formal já que tudo que é feito no mercado informal o estado não consegue controlar", acrescentou.

Coato, entretanto, afirma que na sua opinião há condições para se aplicar já o IVA no mercado formal.

"Acho que as empresas e outros agentes económicos estão reparados para verem o IVA na nossa economia”, conclui.

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