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Antony Blinken diz estar a trabalhar para um novo cessa-fogo no Sudão

Antony Blinken, secretário de Estado americano
Antony Blinken, secretário de Estado americano

Há boambardeamentos em Sudão enquanto as negociações continuam tanto por parte dos Estados Unidos como da União Africana

O secretário de Estado americano disse que os Estados Unidos estão a trabalhar com os dois generais em guerra do Sudão para estender um cessar-fogo mediado por Washington e que terminou ontem à noite.

Antony Blinken acrescentou em declarações nesta quinta-feira, 27, esperar dizer mais "nas próximas horas" sobre a situação no Sudão, onde o exército retomou ataques aéreos contra as Forças de Apoio Rápido (RSF) na capital Cartum, antes mesmo da trégua expirar.

"Tivemos um cessar-fogo de 72 horas, que como a maioria desses acordos é imperfeito, mas mesmo assim reduziu a violência. E isso obviamente criou condições um pouco melhores para as pessoas no Sudão", disse Blinken a repórteres.

O general Abdel Fattah al-Burhan disse ontem que consideraria uma proposta do bloco IGAD da África Oriental para outro cessar-fogo de três dias quando a actual trégua expirar formalmente mas houve qualquer reacção da RSF.

Blinken e o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, discutiram um plano de trabalho conjunto para criar um fim sustentável para os combates, disse ontem o Departamento de Estado em comunicado.

Hoje, aviões de guerra patrulhavam os subúrbios ao norte da capital enquanto combatentes no solo trocavam tiros de artilharia e metralhadoras pesadas, disseram testemunhas.

Blinken anuncia um cessar-fogo de 72 horas no Sudão
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No campo humanitário, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que mais de 3.500 pessoas de mais de 35 nacionalidades que fugiram dos combates no Sudão procuraram refúgio na Etiópia desde 21 de Abril.

A agência da ONU acrescentou à AFP ter reforçado a sua presença na cidade fronteiriça de Metema, na região de Amhara, no noroeste da Etiópia, numa estrada que liga o país à capital sudanesa, Cartum, uma vez que o número de chegadas do Sudão tem aumentado.

Pelo menos 512 pessoas morreram e cerca de 4.200 ficaram feridas desde o início dos confrontos a 15 de Abril.

A agência de refugiados da ONU estima que 270.000 pessoas possam fugir apenas para o Sudão do Sul e o Chade.

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