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Antigos combatentes clamam por ajuda em Benguela

  • João Marcos

Antigos combatentes protestam em Benguela

Há uma tensão latente nas vésperas do dia do combatente e veterano da Pátria.

Em vésperas do 15 de Janeiro, consagrado ao antigo combatente e veterano da Pátria, os homens da luta contra o colonialismo emitem sinais de pobreza na província angolana de Benguela.

A situação dos mais de dois mil antigos guerrilheiros foi, aliás, o destaque de três semanas de uma tensão social extensiva à saúde e educação.

O discurso do Governo, com números que atestarão esforços em prol desta franja da sociedade, colide com a realidade de quem não vê chegar o período de bonança, mais de 40 anos depois da tempestade.

“Nós lutámos bastante e, infelizmente, hoje estamos a pedir esmolas nas ruas. Com pensões muito baixas, às vezes atrasadas, os nossos filhos passam mal. Tudo por causa desta ‘brincadeira’ da guerra’’, indica um assistido, antes do pronunciamento de vários companheiros que lamentavam as ‘’poucas oportunidades’’ para as crianças.

Antigos combatentes e veteranos da Pátria, pertencentes a um dos quatro Ministérios que serão investigados pela Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), conforme solicita o Presidente da República.

Queixas feitas, lembramos, em fase de vários focos de contestação.

Do desabafo do cidadão sem dinheiro para consultas no Hospital Geral à denúncia de candidatos excluídos do ensino geral, com detenções à mistura, a província de Benguela viveu momentos de tensão.

Martins Domingos, membro da CASA-CE, diz que o clima pode ser bem mais preocupante na altura da agitação eleitoral.

“Estamos a criar uma sociedade com indivíduos que podem causar uma revolta. O Governo, ao que tudo indica, não consegue mudar as coisas, que deverão piorar nas eleições’’, refere Domingos.

Em relação a estes focos de contestação, não se conhece qualquer posição do partido no poder, o MPLA, que continua no interior da província em contacto com a sua massa militante.

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