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Antigos Comandos angolanos querem ver generais em tribunal


Generais envolvidos na transferência ilegal de comandos do exército para uma companhia privada de segurança devem ser levados a tribunal, disseram alguns dos membros daquela unidade do exército angolano.

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No passado dia 12 de Novembro o Supremo Tribunal Militar de Angola considerou que 200 antigos membros da 23ª Companhia de Comandos foram transferidos ilegalmente para uma empresa de segurança privada “Teleservice” na “Região Leste” por ordem de generais envolvidos em operações mineiras.

O tribunal quer que sejam tomadas medidas disciplinares contra os generais e que os antigos membros da companhia de comandos sejam compensados nos benefícios que perderam.

Os nomes dos generais não são mencionados na decisão.

Alcino Miranda de Castro, de 54 anos de idade, antigo sargento chefe da então 23ª companhia dos Comandos, disseque foi para as FAA aos 29 anos de idade e “não jurou a bandeira para servir os interesses dos corruptos Generais angolanos”.

“Está a ser julgado o General Zé Maria por desvio de documentos militares, porque não julgar também estes Generais que desviaram-nos das forças armadas para o serviço privado nas suas minas de diamantes, desviaram o material bélico do estado angolano e desviaram igualmente os nossos salários nas forças armadas?”, questionou o antigo militar.

Gaudêncio Januário Finete explica que a situação social dos companheiro da trincheira não é das melhores, sobretudo para aqueles que por razões de idade e outros que devido ao nível baixo de escolaridade não encontram meios de subsistência e estão votados votados a mendigo.

Gaudêncio que também é filho do Comandante desta companhia , o tenente Coronel “Faya” que diz ter se suicidadoaá tiro por não admitir tais abusos de generais, disse que constituíram uma associação dos antigos comandos para lhes permitir fazer contribuições financeiras e ajudar os orfãos e viúvas dos colegas, enquanto lutam pelos seus direitos do dever militar cumprido.

Gaudencio Januario Finete disse que “nas minas de diamantes das Lundas passou-se coisas feias que podem comprometer o estado angolano se abrirmos a boca”

Finete acrescentou que o livro “Diamantes de Sangue” do jornalistas Rafael Marques “falou a verdade”.

José Francisco Sardinha, ex-segundo Sargento disse que naquela altura quando os generais donos das minas nas lundas levantaram-se contra Rafael Marques sabiam que era verdade mas nada podiam fazer naquela altura para defender o jornalista por razões da disciplina militar.

" Rafael Marques é um grande jornalista investigador”, disse Sardinha.

“Tudo que fez constar no seu livro diamantes de sangue é verdade e nós vivemos tal realidade que naquela altura por razões da disciplina militar não podíamos emitir qualquer opinião”, disse.

A classe dos sargentos desta companhia reclama mais de 32 milhões de Kwanzas a cada um correspondendo ao salario/mês de 13 anos.

Os ex/militares dizem ainda que todo o material de guerra com que fizeram guerra contra a UNITA esta nas minas de diamantes dos generais nas Lundas inclusive carro de assaltos e metralhadores.

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