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Antigo advogado de Trump reconhece ter mentido ao Congresso


Michael Cohen (esq) e Donald Trump (dir)

Presidente americano diz que Cohen mente e que é uma "pessoa fraca"

Michael Cohen, advogado pessoal de longa data do presidente americano, Donald Trump, declarou-se culpado, nesta quinta-feira, 29, por ter feito declarações falsas ao Congresso em relação a um empreendimento imobiliário da Organização Trump em Moscovo.

Em reacção, Trump o apelidou de mentiroso e uma “pessoa fraca”.

Cohen apresentou a um tribunal federal de Manhattan a sua admissão de culpa, na investigação parlamentar que analisa se a campanha de Trump trabalhou com a Rússia para influenciar a eleição de 2016 a seu favor.

A confissão aumentou a pressão sobre Trump numa altura em que está em curso uma investigação de um procurador especial a respeito do papel da Rússia nessa eleição.

O projecto em questão era a construção de um arranha-céus da marca Trump na capital russa, que acabou por não acontecer.

Em 2017, Cohen disse a um tribunal ter submetido um comunicado por escrito ao Congresso, no qual afirmou que todos os esforços ligados ao projecto em Moscovo tinham terminado em Janeiro de 2016.

Agora, Cohen afirmou que na verdade estes esforços continuaram até Junho de 2016.

O advogado ainda revelou que no comunicado ao Congresso alegou ter tido contacto limitado com Trump no que diz respeito ao projecto, quando de facto foi “mais prolongado”.

Cohen também admitiu que mentiu ao dizer ao Congresso que nunca fez preparativos para viajar à Rússia, já que de facto debateu a viagem, embora nunca a tenha feito.

Trump critica

Em reacção, o presidente americano criticou o seu antigo advogado pessoal.

“Ele é uma pessoa fraca e uma pessoa não muito esperta”, disse Trump aos repórteres fazendo referência à Cohen.

“Ele arrumou para si uma grande pena de prisão. E ele está a tentar conseguir uma pena de prisão muito menor inventando esta história”, acrescentou Trump, que refutou a afirmação de que houve um acordo com os russos.

“Este foi um acordo que não aconteceu”, garantiu Trump sobre o projecto imobiliário.

Em Agosto, Cohen admitiu violações de finanças de campanha, sonegação fiscal e fraude bancária num caso apresentado por procuradores federais, em Nova Iorque.

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