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Ano de 2018 vai ser "penoso" para os angolanos, avisa economista


Em termos económicos o ano de 2019 vai ser muito difícil para os angolanos , disse o economistas e deputado Manuel Fernandes.

Especialistas reagem a plano económico do governo - 1:55
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Fernandes reagia ao programa económico do governo para 2018 anunciado em conferências de imprensa em Luanda durante a qual membros do governo reconheceram as enormes dificuldades económicas do país com uma despesa superior às receitas, um diferencial cambial elevado , endividamento crescente e estagnação das taxas de crescimento económico.

O governo diz que vai aplicar ate ao final do ano mais de 100 medidas de politicas fiscal, cambial e monetária para garantir mais solidez ao sector financeiro como parte de um plano de estabilização.

Saliente-se entre essas medidas concursos públicos abertos para toda a despesa pública, obrigatoriedade de titulares de cargos públicos declararem eventuais conflictos de interesse e outros.

Ao contrário do que se previa não foi anunciada uma desvalorização da moeda mas de qualquer modo o Kwanza deverá desvalorizar-se porque o novo regime cambial deixa de ser de taxa fixa passando a flutuante

Manuel Fernandes diz não ter visto nenhuma novidade no programa macro económico do executivo e antevê dias complicados para os angolanos este ano.

"O acto do executivo não trouxe grandes inovações”, disse afirmando ainda que “as dificuldades sociais continuam por parte dos cidadãos, o país empobreceu completamente, ainda continua mono dependente de uma única riqueza o petróleo”.

“A única coisa dita é que o executivo vai tentar aproximar a taxa de cambio oficial da do mercado informal, por isso acredito que 2018 vai ser penoso para os angolanos", acrescentou

José Matuta Coato considerou por seu turno serem “boas as expectativas” do programas mas disse ser precivso esperar para vêr.

“O executivo já nos habituou com boas medidas na teoria mas quando chega a pratica falha", disse.

Outro economista, Galvão Branco também gostou da iniciativa do executivo contudo diz acreditar que há enormes desafios.

"A nossa despesa pública não tem qualidade, existe ainda problemas sérios com a transparência, falta rigor, as unidades orçamentadas devem ser permanentemente escrutinadas, monitoradas para se aferir como estas unidades aplicam os recursos disponíveis que já são poucos", disse

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