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Ex-polícias secretos angolanos reivindicam direitos


Cerca de 32 mil ex-agentes secretos aguardam pela sua desmobilização e reintegração social desde a assinatura dos acordos de paz em 1992.

Ex-agentes dos serviços de segurança angolanos, exigiram uma reunião com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para tratarem da sua desmobilização e reintegração social pelas quais aguardam há 20 anos. Caso contrário, os agentes ameaçam realizar uma manifestação defronte ao palácio presidencial em Luanda.

Em declarações à Voz da América, um representante do grupo dos descontentes acusou o regime de Eduardo dos Santos de estar a violar sistematicamente os seus direitos há duas décadas.

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Questionado sobre uma possível repressão da parte das autoridades angolanas em função dos protestos que pretende realizar na cidade alta, afirmou que já não têm mais nada a perder: “ O que nós queremos é a nossa indemnização e passar para a Caixa Social da Reforma” disse um dos descontentes, advertindo que “ caso não fizerem isso nós em Benguela pegaremos uns homens e iremos até ao presidente da república, vamos preferir morrer.”

Sobre o acto de protesto, um ex-agente garante que o mesmo “não tem data, nem hora, nem um líder” para evitar que sejam impedidos de fazê-lo.

Estima-se que em todo país, cerca de 32 mil ex-agentes secretos aguardam pela sua desmobilização e reintegração social desde a assinatura dos acordos de paz em 1992.

Os revoltados avisaram que uma eventual posição extrema resultaria da sólida negligência de Luanda, ao terem jogado os ex-agentes de segurança ao abandono. “Nós vamos segurar em quarenta ou trinta homens vamos ao presidente da república com um autocarro” explicou o antigo agente secreto, sublinhando: “ se no tempo de guerra não tivemos medo, não é agora em tempo de paz que vamos ter medo.”
As antigas forças de segurança lamentam ainda como os angolanos são excluídos pelas autoridades angolanas tendo em conta que países como a Guiné-Bissau até reforma oferecem.

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