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Angola e Guiné-Bissau na cauda da mortalidade infantil

  • Redacção VOA

Bissau e Luanda integram grupo com piores taxas de mortalidade infantil

Um relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que Angola e a Guiné Bissau integram o grupo de países com piores taxas de mortalidade infantil até aos cinco anos.

Cabo Verde é o país lusófono em África com a menor taxa e, entre todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Portugal é aquele que tem menos mortos entre crianças até cinco anos.

O documento, elaborado pelo Grupo Interinstitucional para a Estimativa da Mortalidade Infantil das Nações Unidas e divulgado na quinta-feira, 19, indica que na Guiné-Bissau morreram 88 crianças por cada mil nascidas no ano passado, enquanto em Angola foram 83.

Por seu lado, Moçambique registou 71 mortos, São Tomé e Príncipe 34 e Cabo Verde 21.Angola e Guiné-Bissau na cauda da mortalidade infantil

A nível mundial, a Somália teve 133 mortes por mil nascimentos, seguida do Chade (127),República Centro Africana (124), Serra Leoa (114), Mali (111), Nigéria e República Democrática do Congo, (94), Benim (98), Níger e Guiné Equatorial (91).

O relatório do Unicef conclui que apesar de se ter registado uma descida da mortalidade nos primeiros cinco anos de vida, de 9,9 milhões de mortes em 2000 para 5,6 milhões em 2016, a proporção de recém-nascidos entre os falecidos aumentou de 41 por cento para 46 por cento no período.

De acordo com os autores do documento, caso se mantenham essas tendências, 60 milhões de crianças com menos de cinco anos vão morrer entre 2017 e 2030.

Quanto aos demais países lusófonos, Timor Leste registou 50 mortos, Brasil 15 e Portugal quatro em cada.

"Apesar do progresso, ainda existem amplas disparidades na sobrevivência infantil entre regiões e países. No entanto, muitas das mortes nestas idades podem evitar-se com intervenções rentáveis, antes, durante e depois do nascimento", disse o subsecretário para os Assuntos Económicos e Sociais da ONU, Liu Zhenmin.

A África subsariana representou 38% das mortes de recém-nascidos no mundo.

Entre os menores de cinco anos as principais causas de morte foram a pneumonia e a diarreia, responsáveis por 16 %e 8% das mortes, respectivamente.

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