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Angola Fala Só - Ali Mango: JURA ameaça retaliar contra destruição dos seus símbolos

  • Redacção VOA

Ali Mango, secretário-geral da Juventude Revolucionária de Angola (JURA)

O dirigente da ala juvenil da UNITA, a Juventude Revolucionária de Angola (JURA), ameaçou retaliar contra a destruição dos símbolos e propaganda eleitoral do seu partido.

Falando no programa “Angola Fala Só”, Ali Mango fez um apelo ao militantes do MPLA para abandonarem esses actos.

Ali Mango disse que na Lunda Norte, onde se encontrava durante a participação no programa, militantes do MPLA tinham destruído os símbolos da UNITA numa tentativa de impedirem a sua actividade eleitoral.

“Não há necessidade disso”, afirmou acrescentando que “cada um tem que vender o seu peixe respeitando os outros”.

Contudo avisou que se está a chegar a um ponto em que a UNITA não pode permitir a continuação da destruição dos seus símbolos e propaganda eleitoral.

“A minha tropa juvenil vai começar a dar respostas adequadas a todos os indivíduos que forem apanhados a destruir os nossos símbolos”, garantiu.

“Isso custa dinheiro, tempo e vidas humanas”, afirmou recordando a recente morte de um militante da UNITA e revelando que um militante da UNITA tinha sido ferido num incidente similar.

Ali Mango acusou também outro partido da oposição, a CASA CE, de num incidente ter tentado impedir um comício da UNITA “tocando a sua música” ao lado do local do comício da UNITA.

O programa Angola Fala Só, desta sexta-feira, 4 de Agosto, foi marcado por constantes cortes nas ligações telefónicas entre os estúdios da Voz da América e o convidado e já perto do fim do programa as ligações não puderam ser restabelecidas.

Contudo muitos ouvintes puderam colocar perguntas ao dirigente da JURA e um deles quis saber qual será o futuro da UNITA se não vencer as eleições.

Ali Mango respondeu que as eleições “não são uma questão” sobre o futuro da UNITA.

“É uma questão de todos os angolanos pois está em jogo o nosso futuro”, afirmou, acrescentando que a UNITA tenciona formar um governo “de inclusão” em que as cores partidárias não terão relevância.

Interrogado por um ouvinte sobre se considera o "mau sistema de educação" em Angola resultado de má política ou falta de dinheiro, Ali Mango disse que a qualidade do ensino angolano “é o resultado de más politicas”.

“Se temos má educação é porque não há vontade política”, afirmou.

O político da UNITA referiu “extrema pobreza” das Lundas, ricas em diamantes e de Cabinda, rica em petróleo atribuindo isso ao facto de não haver uma distribuição “equitativa” da riqueza.

Mango disse que o seu partido continua a insistir que a contagem dos votos seja feita nas assembleias de voto, afirmando que ao recusar isso o governo e a CNE “estão a violar a lei”.

O dirigente da JURA negou que o apelo da UNITA a que eleitores não abandonem as assembleias de voto para assegurarem que não haverá irregularidades possa levar a incidentes: “Os confusionistas são o MPLA”, defendeu.

Durante o programa ouvintes das mais variadas províncias disseram que à parte um ou outro incidente a campanha eleitoral está a decorrer pacificamente.

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