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Manifestação da UNITA junta "100 mil" em Luanda contra fraude eleitoral


Two turkeys, one named Caramel and the other Popcorn, are presented to the press in Washington, DC, Nov. 26, 2013.

"Se for necessário mais uma semana, mais um mês, porque não? Mas a lei deve ser cumprida" - Isaías Samakuva, no final da manifestação

O principal partido da oposição angolana, UNITA, admite um adiamento das eleições se isso for necessário.
"Se for necessário mais uma semana, mais um mês, porque não? Mas a lei deve ser cumprida", afirmou Isaías Samakuva, no final de manifestação em Luanda para denunciar alegadas irregularidades por parte da Comissão Nacional Eleitoral, CNE.
Durante três horas e meia, entoando palavras de ordem do partido os militantes amigos e simpatizantes da UNITA fizeram o percurso do cemitério da Santana ao largo da família, próximo do largo da independência na capital angolana. De acordo com o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, o evento reuniu em Luanda perto de cem mil pessoas.
Em declarações à VOA, Isaías Samakuva afirmou que as suas expectativas tinham sido "ultrapassadas".
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Acrescentou que o objectivo da concentração era simples: Exigir eleições transparentes, livres e justas. Salientou ainda que se a CNE não corrigir as alegadas irregularidades outras manifestações vão acontecer.
"Nós só queremos é que a lei se faça cumprir. Não queremos que se façam as coisas fora dos marcos da lei: Nós vamos ver o que a CNE vai dizer porque senão coisas desta natureza vão-se repetir e com muito mais gente", disse Samakuva.
Manifestantes entrevistados pela VOA reivindicaram "eleições justas e transparentes" e cansaço com os 37 anos de poder do MPLA.
Outro disse que "no passado o povo lhe votou (no MPLA) porque estava cego, porque estava a lhe acreditar. Hoje já ninguém lhe acredita".
Foi entretanto cancelada a contramanifestação anunciada pelo primeiro secretário provincial do MPLA em Luanda, Bento Bento.
Viu-se frustrada igualmente a manifestação dos veteranos de guerra marcada para este sábado. Por ordens do governo provincial de Luanda o desfile dos veteranos foi inviabilizado por, segundo um comunicado, “colidir com a rota da manifestação da UNITA”.
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