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Angola deve publicar acordos com companhias das "dívidas ocultas" de Moçambique


Director de companhia que divulgou os acordos afirma estar confiante nas suas fontes "apoiadas por provas documentais"

O director executivo da EXX Africa Dr Robert Besseling, que revelou contractos de Angola com a companhia envolvida no escândalo das “dívidas ocultas” de Moçambique disse estar confiante nas suas fontes de informação.

Entrevista com director de companhia que revelou acordos de Angola com companhias das dividas ocultas - 1:43
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Besseling disse à Voz da América que as suas fontes são “indivíduos bem colocados tanto em Moçambique como em Angola bem como outros indivíduos noutras jurisdições”.

“Estamos muito confiantes na informação fornecida por estas fontes e claro está que muita dessa informação é apoiada por provas documentais”, acrescentou o director executivo da EXX Africa.

O documento diz que Angola – através da companhia Simportex que pertence ao Ministério da Defesa – assinou um contrato para a compra de barcos e instalação de capacidade de construção, no valor de 495 milhões de euros “com semelhanças notáveis” ao acordo assinado com as empresas Proindicus e MAM de Moçambique.

O funcionário da Privinvest Jean Boustani, preso em Nova Iorque por alegado envolvimento na corrupção em redor das “dívidas ocultas” de Moçambique, esteve também envolvido em negociar os acordos da Privinvest em Angola.

O documento acrescenta que uma companhia de João Lourenço - Consultores e Prestação de Serviços (JALC) - “ teve um papel nessas negociações”.

Quando interrogado sobre se havia provas de que comissões teriam sido pagas a entidades angolanas ou que preços teriam sido inflacionados, Besselingsublinhou que o relatório não tem como objectivo fazer acusações contra uma ou outa pessoa de terem cometido ilegalidades.

O ddirector daquela companhia de análise de risco em África disse que o ponto essencial do relatório é tentar mostrar que vários acordos importantes de aquisição para a defesa foram feitos pelo governo de Angola em 2015 e outros anos com exactamente as mesmas entidades que estiveram envolvidos em acordos com Moçambique que são considerados fraudulentas.

“Portanto o principal ponto da nossa investigação é como se fosse uma chamada ao governo angolano para que tente divulgar mais informação sobre o tamanho e estrutura destes acordos de aquisição e para assegurar que estes acordos foram de facto transparentes e em total acordo com a lei”, acrescentou.

O Dr Robert Besseling disse ainda não haver qualquer prova de que o antigo presidente José Eduardo dos santos estivesse envolvido nos negócios. Contudo fez notar o envolvimento do então vic- presidente Manuel Vicentes e do então ministro da defesa João Lourenço.

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