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Angola melhora e Moçambique piora no Índice de Percepção da Corrupção


Relatório de 2018 foi divulgado hoje

Caso das díividas ocultas em Moçambique é considerado pela Transparência Internacional como um dos maiores escândalos de África

Angola subiu duas posições no Índice de Percepção da Corrupção 2018, divulgado nesta terça-feira, 29, pela Transparência Internacional, mas continua no grupo de países com corrupção elevada, no lugar 165.

Entre os países lusófonos, Moçambique é quem teve a maior queda, em cinco posições, bem a Guiné-Bissau, que, ao descer um lugar, é o pior lusófono.

Cabo Verde, subiu três lugares, e é o melhor do grupo e terceiro de África.

Apesar de subir dois lugares, Angola manteve os mesmos 19 pontos da avaliação anterior, embora a organização que monitora a corrupção no mundo tenha reconhecido o esforço do Presidente João Lourenço no combate à corrupção.

A Transparência Internacional reiterou que o "Presidente João Lourenço tem promovido reformas com a demissão de mais de 60 funcionários do Governo", com destaque para o afastamento da filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, Isabel dos Santos e a prisão do filho José Filomeno Santos.

A organização considera que Angola deve ser um país a seguir e exortou o "Governo a mostrar consistência na luta contra a corrupção".

Entre os demais países de língua portuguesa, Moçambique foi quem mais lugares perdeu, cinco, ocupando agora a 158a. posição, enquanto Guiné-Bissau, que também desceu, ocupa o pior lugar do grupo, 172.

A Transparência Internacional afirma que nos últimos sete anos, Moçambique caiu 8 pontos.

"Um aumento nos raptos e ataques a analistas políticos e jornalistas investigativos cria uma cultura de medo, que é prejudicial ao combate à corrupção", lê-se no documento que ainda cita o caso das dívidas ocultas, considerado “um dos maiores escândalos de corrupção de África”.

Em sentido contrário, Cabo Verde subiu três lugares, é o terceiro em África, atrás apenas Seicheles e ao Botsuana, e ocupa o 45º lugar, enquanto São Tomé e Príncipe mantém-se na 64o. posição.

Quem também caiu foi o Brasil que ocupa a 105a. posição, enquanto Portugal, o melhor lusófono, é 20o.no Índice de Percepção da Corrupção.

Os Estados Unidos (com 71 pontos) perderam quatro pontos e, pela primeira vez desde 2011, saíram do grupo dos 20 países líderes, caindo da 16a. para a 24a. posição.

O Índice continua a ser liderada pela Dinamarca e Nova Zelândia e no fim da lista estão o Sudão do Sul, Síria e Somália.

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