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Analistas questionam se arguidos da PGR agiram sozinhos


Angola Zenu dos Santos filho do presidente

Em causa processos contra José Filomeno dos Santos, general Sachipengo Nunda, Norberto Garcia e Valter Filipe

O sub-procurador da Repúbllica de Angola, Luís Benza Zanga, revelou na segunda-feira, 26, que o antigo presidente do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, e o ex governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Válter Filipe, foram constituídos arguidos num processo-crime devido a uma transferência supostamente ilegal de 500 milhões de dólares do banco central angolano para uma sucursal em Londres do banco Crédit Suisse.

O Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, general Sachipengo Nunda, e o porta-voz do MPLA, Norberto Garcia, também foram constituídos arguidos no caso conhecido de cidadãos tailandeses que terão prometido um financiamento de 50 mil milhões de dólares para apoiar projectos.

Corrupção veio de mais alto, diz analista - 2:35
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Analistas, no entanto, manifestam as suas dúvidas se os arguidos terão agido sem “autorização superior”.

O deputado Makuta Nkondo considera que uma investigação aturada pode vir a concluir que outras figuras, incluindo o antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, estão implicados nos crimes contra o Estado angolano.

Nkondo diz não haver dúvidas quanto a isso.

Por seu turno, o economista Faustino Mumbica entende que os dois processos-crime em investigação representam apenas uma amostra do saque que o país tem vindo a ser vítima nos últimos anos.

O antigo responsável do Fundo Soberano, José Filomeno dos Santos, filho do ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o ex- governador do BNA, Walter Filipe, estão impedidos de sair do país e sob o Termo de Residência e Identidade por crime de burla por defraudação, peculato, associação criminosa, tráfico de influência e branqueamento de capitais.

Num outro processo, a Procuradoria Geral da República constituiu arguido o actual Chefe do Estado-Maior do Estado- Maior das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Sachipengo Nunda, o porta-voz do MPLA e ex- director da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia e o antigo director da agência para a Promoção de Investimentos e Exportações Angolanas (APIEX), Belarmino Van-Dúnem, por envolvimento num suposto financiamento de 50 mil milhões de dólares para apoiar projectos em Angola, em que estão implicados cidadãos tailandeses.

Nenhum dos envolvidos reagiu ainda à informação da PGR.

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