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Analistas classificam aumentos salariais em Angola de medida eleitoralista

  • Manuel José

A recente actualização do vencimento do Chefe de Estado angolano em três por cento, enquanto os salários dos funcionários aumentaram 10 por cento não passam de medidas eleitoralistas.

O decreto presidencial 95/17 de 8 de Junho fixa o vencimento mensal do Presidente da Republica em um milhão e 24 mil Kwanzas, enquanto ministros e governadores passam a auferir quase 700 mil kwanzas, incluindo despesas de representação.

De acordo com o mesmo decreto, o vice-presidente da republica passa a receber perto de 800 mil e 500 kwanzas.

O Presidente da República reajustou os salários da função pública em 10 por cento.

Galvão Branco, especialista em questões macroeconómicas, pensa que a medida do Executivo “é a possível, mas tem um pendor mais politico do que económico”.

O também economista Faustino Mumbica diz que a atitude não tem efeitos práticas e visa apenas enganar as pessoas.

"Passa-se a sensação de que há aumento salarial mas na verdade um aumento de 100 euros para o PR e 10 por centos para os demais não significa quase nada, é uma medida eleitoralista", sublinha.

O sociólogo e demógrafo Lukombo Zatuzola considera que para o PR e seus servidores o salário “é uma questão apenas simbólica porque não necessitam destes valores.

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