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Análise: Destituição da bastonária da Ordem dos Médicos revela descontentamento da classe em Angola


Médicos angolanos

A bastonária da ordem dos médicos de Angola rejeita abandonar o cargo,
mesmo depois de ter sido destituída.

A crise que assola a maior organização profissional de médicos de Angola registou mais um capitulo, agora com contornos ainda mais imprevisíveis, a julgar pela determinação dos seus filiados, que prometem chegar até às últimas consequências.

A destituição da médica Elisa Gaspar do cargo de bastonária da Ordem
dos Médicos de Angola não só confirma uma classe desavinda em todo o
pais, bem como revela o descontentamento destes profissionais, que
estão submetidos ao alto risco da Covid-19, que se agrava todos os dias.

Pelo menos cinco medicos já pederam a vida, nas últimas semanas, por culpa desta pandemia, que tem posto à nu o sistema nacional de saúde.

A assembleia geral extraordinária dos médicos reuniu mais de quatro centenas de profissionais, com recurso as novas tecnologias, o que permitiu a participação dos do interior.

A presidente da mesa do conselho regional norte, a médica Arlete
Luyele, que presidiu a assembleia geral disse que Elisa Gaspar perdeu legitimidade e não cumpriu com as promessas eleitorais.

Além da destituição com efeitos imediatos, a assembleia geral
extraordinária dos medicos decidiu criar uma comissão de inquérito para apurar a alegada gestão danosa atribuída a Elisa Gaspar e foi estabelecido um
período de três meses para que sejam convocadas eleições.

Entretanto, o gabinete de comunicação da ordem dos médicos de Angola
já veio a público desqualificar a decisão da assembleia extraordinária
e disse que a bastonária continua em funções, lembrando que a mesma
foi eleita por via democrática.

Elisa Gaspar é a quinta bastonária e a organização nunca registou uma
profunda crise como a que se assiste atualmente.

Para falar sobre o assunto, convidamos médico Adriano Manuel, presidente do Sindicato dos Médicos de Angola; o jurista Simão Pedro; e o antigo bastonário dos médicos, Pinto de Sousa.

Acompanhe:

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