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Amazônia: Pressão internacional faz governo brasileiro recuar sobre exploração mineral em reserva

  • Bárbara Ferreira Santos

Amazônia

Projecto não tinha em conta o impacto ambiental e social.

A comoção internacional sobre a liberação para exploração mineral de uma área de conservação da Amazônia fez o presidente do Brasil, Michel Temer, recuar.

O governo pretendia liberar a exploração mineral na Reserva Nacional do Cobre e Associados, chamada de Renca, mas lançou um decreto sem considerar os impactos ambientais e sociais que uma medida como essa gera.

E pior: sem ouvir a população e os ambientalistas.

Após pressão de movimentos e mesmo de artistas como a modelo internacional Gisele Bundchen, o decreto foi suspenso e o governo diz que vai debater com a sociedade um novo plano em 120 dias.

Para ambientalistas, essa vitória é apenas um capítulo de uma tumultuada história de batalha contra projectos que não respeitam as áreas protegidas na Amazônia.

Segundo um relatório da WWF, o Brasil vive uma ofensiva sem precedentes às áreas protegidas, com pressões principalmente da base parlamentar do governo Temer, com forte lobby dos setores ruralista e de mineração.

Esse ataque às áreas protegidas vai de Norte a Sul do país e envolve uma área de cerca de 80 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do território de Portugal.

Um dos casos mais graves é o da Floresta Nacional do Jamanxim, na Amazõnia, que perdeu 57% do seu território para a exploração económica.

Para os ambientalistas, a redução de florestas “virou moeda de troca” entre o governo e parlamentares da bancada ruralista. Em vez de combater, o Brasil tem cada vez mais aberto o caminho para o desmatamento e a destruição das áreas nacionais de proteção.

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