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Agricultores sem mercado garantido para o feijão boer

  • William Mapote

Instituto Nacional de Cereais diz que a situação será ultrapassada.

Produtores nacionais de feijão boer dizem que foram traídos pelas autoridades nacionais, que incentivaram a produção e agora há incerteza sobre a sua colocação no mercado internacional.

Em causa está o facto de terem sido aconselhados a massificar a cultura do feijão boer com a promessa de mercado.

Eles responderam ao conselho e deixaram de lado outras culturas de subsistência, mas chegado o momento da colheira, não há clientes.

"Houve uma traição. Alguns empresários andaram a dizer para produzirmos muito feijão boer. Produzimos, mas agora já não há comprador" disse Ana Paula Tacauale, dando voz aos camponeses.

O Instituto Nacional de Cereais diz que houve mal um entendido gerado pela restrição de importações na Índia, o principal mercado, que abrangia países vizinhos, mas que não era extensiva a Moçambique.

João Macaringue, director-geral daquele instituto garante que a situação será ultrapassada em breve.

A crise de exportações não é exclusiva de produtores de feijão bóer.

Nos últimos 10 anos, o governo levou a cabo uma campanha de produção de jatrofa para alimentar a indústria de biocombustíveis. Camponeses do norte do país aderiram à iniciativa, mas nunca houve comprador para a sua produção, para o desalento de quem fez a aposta

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