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Agentes dos Serviços de Migração e Estrangeiros acusados de cobrar "gasosa"

  • Coque Mukuta

Luanda, Angola

Denúncia é de imigrantes da Guiné-Conacry, mas porta-voz do SME refuta a acusação

Pessoas identificadas por “niunfutas”, em colaboração com supostos elementos pertencentes aos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) na região de Viana, Zona do Zango, são acusadas por cidadãos da Guiné-Equatorial de cobrarem luvas de três mil kwanzas por mês aos estrangeiros para garantirem a sua cobertura legal e dos seus negócios.

As mesmas fontes dizem que quando os estrangeiros não pagam a “gasosa” os agentes do SME os recolhem e os encaminham para uma zona do Benfica e depois para a cadeia de estrangeiros em Viana.

O porta-voz dos SME afirma que esta não é a forma de operar dos funcionários e diz que caso esteja a acontecer não passam de indivíduos malfeitores e apela aos estrangeiros a denunciarem esses casos junto de uma esquadra policial ou da direcção dos SME.

A denuncia é de Barry Dialo, de 32 anos de idade proveniente da Guine-Conacry há 7 anos, que trabalha numa pequena loja, conhecida como “cantina”.

Dialo diz que os “niunfutas”, como são conhecidos, forçam os seus conterrâneos a pagarem uma “gasosa” no valor de três mil kwanzas e caso não o façam vão presos.

O porta-voz dos SME, Orlando Victor Muhongo, contactado pela VOA nega ser um grupo ligado aos Serviços de Migração e Estrangeiros e desconfia que seja “um grupo de indivíduos malfeitores e oportunistas porque isso não faz parte do modus operandi dos funcionários dos SME”.

Orlando Muhongo apela também aos cidadãos estrangeiros a denunciarem esta prática junto de uma esquadra policial ou da direcção dos Serviços de Migração e Estrangeiros.

Em Angola vivem mais de 300 mil estrangeiros em situação ilegal.

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