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África do Sul celebra 21 anos de democracia com muitos desafios

Presidente sul-africano, Jacob Zuma
Presidente sul-africano, Jacob Zuma

Violência, desemprego, baixa qualidade de educação e de serviços de saúde e muita corrupção enformam a agenda sul-africana.

A África do Sul parou hoje, 27, para celebrar o 21o. aniversário das primeiras eleições democráticas que marcaram o fim do regime do apartheid e colocaram Nelson Mandela como primeiro Presidente negro do país.

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O Chefe de Estado sul-africano Jacob Zum, disse que o país enfrenta muitos desafios como desemprego, baixa qualidade de educação e de serviços de saúde e muita corrupção no aparelho do Estado democrático.

São desafios que provocam dores de cabeça aos dirigentes sul-africanos, porque mancham a liberdade conquistada com sangue e muito sacrifício, simbolizada por Nelson Mandela que passou 27 anos na cadeia.

A obra e a vontade de Nelson Mandela de construção de uma África do Sul democrática, inclusiva, sem pobreza, corrupção e melhores serviços de educação e saúde para todos foram recordadas em todos os discursos das celebrações dos 21 anos da liberdade.

O analista político António Ramos considera que Nelson Mandela, que morreu há mais de um ano, é uma figura inesquecível.

Entretanto, os 21 anos da democracia ou liberdade são comemorados numa altura em que o país contabiliza prejuízos económicos, diplomáticos e sociais, provocados pela violência contra imigrantes africanos, cujos países ajudaram os sul-africanos vencer o apartheid, considerado na altura um crime contra a humanidade.

O presidente Jacob Zuma falou dos imigrantes e das vitimas da violência, apresentando condolências às famílias que perderam ente queridos.

Zuma afirmou que o moçambicano assassinado em Alexandra, Emmanuel Sithole, usava um nome falso para evitar a sua detenção porque era imigrante ilegal.

O Presidente disse que o seu governo está a preparar um relatório para apresentar aos líderes da SADC, União Africana e Nações Unidas sobre a situação do fluxo de imigrantes na África do Sul.

Para o líder sul-africano, é injusto acusar o seu país de ser contra estrangeiros que são maltratados nos seus respectivos países e fogem para África do Sul, que tem uma constituição liberal.

Mas os imigrantes afectados pela violência estão muito agastados com a atitude dos sul-africanos.

João Machado, de Moçambique, considera que é pena porque Samora Machel morreu.

O presidente Zuma reconheceu que a África do Sul alcançou a democracia multirracial com apoio da comunidade internacional e com países africanos à cabeça, mas considera que a migração deve ser rigorosamente controlada.

Jacob Zuma reconheceu igualmente que a sociedade sul-africana é muito violenta desde os tempos da resistência ao regime do apartheid.

Para o ministro sul-africano da Industria e Comércio, Rob Davis, a solução dos refugiados africanos económicos passa pela industrialização do continente africano em geral.

O tema da industrialização do continente africano vai ser discutido esta semana em Harare na cimeira extraordinária dos líderes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral(SADC).

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