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PGR e tribunais violam a lei, diz advogado de activista das Lundas preso há cinco meses


José Mateus Zecamutchima, presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe

José Mateus Zecamutchima foi preso a 9 de Fevereiro e ainda não foi acusado de qualquer crime. Advogado diz haver “mão invisível” por tráz da sua prisão

O advogado do líder do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, detido a 9 de Fevereiro, acusa a Procuradoria-Geral da República (PGR) de cumprir ordens de forças estranhas para manter o activista em prisão preventiva, com prazos já vencidos.

Zecamutchima preso há cinco meses sem acusação – 1:42
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“Continuamos a acreditar que há uma mão invisível por trás de tudo isso, que faz com que este processo esteja assim como está, com o prazo de prisão preventiva expirado e numa completa ilegalidade”, afirma Salvador Freire, dois antes de se completar cinco meses da prisão de Zecamutchima.

Freire diz ainda que “a própria procuradoria não consegue dar uma resposta convincente sobre o processo”.

O advogado lembrou que, além do pedido de habeas corpus rejeitado pelo Tribunal Provincial da Lunda Norte, enviou também uma reclamação ao Tribunal Supremo que ainda não foi atendida.

“Já não é uma situação jurídica mas sim política", concluiu Freire.

A VOA tentou falar com o porta-voz da PGR, Álvaro Joã,o mas houve qualquer resposta.

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