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Advogado da ex-administradora da Baía Farta recorre contra detenção


José Faria diz que medida cautelar não tem fundamento

O advogado da ex-administradora do município da Baía Farta, na província angolana de Benguela, Maria João, presa preventivamente sob acusação de peculato, considera sem fundamento a medida cautelar aplicada pelo Ministério Público, já que o despacho não faz referência aos valores que terão sido desviados dos cofres do Estado.

Advogado diz que vai recorrer da detenção de ex administradora da Baía Farta - 1:31
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Com a arguida já na cadeia central do Cavaco, José Faria garante que vai recorrer para o tribunal, também para saber de que forma ocorreu a suposta apropriação de recursos públicos.

Fonte conhecedora da investigação, citada pela VOA aquando da execução do mandado de detenção, na semana passada, disse que estão em causa, entre outras supostas irregularidades, indícios de desvio de dinheiro para aquisição de medicamentos.

O montante global estará acima de 200 milhões de kwanzas, cerca de 640 mil dólares norte-americanos ao câmbio oficial.

Em prisão preventiva, no quadro do mesmo processo, está igualmente o administrador-adjunto da Baía Farta, Leonardo Jonatão, secretário-geral à data dos factos.

Em declaração à Rádio Ecclésia, José Faria disse que ‘’há muita dificuldade em compreender a gestão financeira da própria administração, por parte do Serviço de Investigação Criminal, que instruiu o processo, e da própria PGR”, acrescentando que “as pessoas não percebem o que é cabimentação e execução”.

“Se alguém está a ser indiciado por peculato, deve-se dizer quanto é que terá sido subtraído do erário público", acrescentou o advogado, quem considerou ainda “haver injustiça para com uma senhora que deu o seu ‘litro’ em prol da Baía Farta e do país’’.

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