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ADRA diz que Lourenço tem que fazer cedências em diálogo com sociedade civil

  • Teodoro Albano

Director geral da ADRA Belarmino Jelembe

Modelo de governação é mais importante do que as personalidades no novo Governo

O director-geral da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), Belarmino Jelembi, disse no Lubango que mais do que a composição do próximo Governo de João Lourenço, a expectativa está em saber que sinais o novo Presidente da República dará quanto ao modelo de governação.

Neste domínio, o responsável da mais antiga organização não-governamental angolana, espera que João Lourenço venha dar por exemplo sinais de humildade e mais diálogo, situações que segundo ele podem propiciar maior mobilização social a volta do novo executivo.

Jelembi vai mais longe e sugere que o novo Presidente atraia para si sectores credíveis da sociedade mesmo que estas sejam discordantes do discurso oficial.

«Eu gostaria de ver o Presidente da República eleito chamar regularmente algumas vozes da sociedade e não ficar distanciado, mesmo que sejam vozes críticas, mas que são credíveis, chamá-las! Vamos sentar vamos conversar isto insufla confiança à sociedade», defendeu Jelembi.

Para haver diálogo e a negociação Belarmino Jelembi entende que Lourenço deve fazer recuos na abordagem de algumas matérias importantes da vida do país.

«O diálogo e a negociação só fazem sentido se houver recuo porque se não há recuo é vocês adoptarem a minha agenda”, disse.

“Tem que haver recuos por exemplo os termos do pode local na reforma da CNE, nos temas relativos a distribuição da riqueza. Não faz sentido os níveis de concentração de riqueza que existem neste país”, concluiu o director-geral da ADRA.

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