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Activista denuncia ilegalidade na exploração de madeira no Moxico

  • João Marcos

Governador promete medidas para colocar ordem no "negócio"

O Comité do MPLA na província do Moxico propõe um ponto final na exploração desenfreada de madeira, sem benefícios para a população, mas a realidade apresentada à VOA pelo representante da associação ‘’Mãos Livres’’ aponta para um caos a coberto de dirigentes angolanos.

Floresta do Moxico estão a ser devatadas - 2:22
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Defensor dos direitos humanos, o movimento cívico diz que centenas de camiões transportam diariamente enormes quantidades, com os continentes asiático e europeu como destinos preferenciais.

Ao contrário do que se verifica no mundo da extracção da madeira a partir do eucalipto em Benguela e no Huambo, não há qualquer decreto presidencial a restringir a actividade no Moxico, mas só cidadãos chineses são apontados como beneficiários.

Mais do que denunciar o que chama de atropelos, a associação ‘’Mãos Livres’’, segundo o jurista Ernesto Guilherme, vai exigir explicações ao Governo Provincial.

Ernesto Guilherme
Ernesto Guilherme

“Por dia, são entre 100 a 200 camiões bem carregados de madeira, as autoridades nada fazem. Mesmo que fossem empresas angolanas a explorar, é preciso respeitar as normas. Tenho a certeza de que existem mãos por detrás disso, tanto a nível provincial como a nível da estrutura central, de onde se introduzem chineses para a exploração das riquezas. Aquele tipo de madeira cresce em 100 anos, mas é levado em um dia’’, denuncia Guilherme.

Por seu lado, a activista Alexandra Simeão lamenta o facto de quase não existirem vozes contra uma realidade prejudicial para o ambiente, que demonstra, realça, a partidarização do Estado.

“É motivo para sancionar esta governação, qualquer um observa o abate indiscriminado, sobretudo nas redes sociais. Era preciso que alguém viesse explicar, mas também era necessário uma opinião pública forte e independente, não a opinião pública partidarizada, esta não interessa porque é conivente’’, defende a activista.

Já depois de se ter criticado a inexistência de consultas públicas junto das comunidades, o governador provincial e 1º secretário do MPLA, Gonçalves Muandumba, reconhece que esta exploração ilegal não beneficia a população.

O governante promete disciplinar os infractores, daí o apelo a denúncias de casos que, conforme refere, acarretam uma série de prejuízos.

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