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Pai de activista do PAIGC cuja filha foi raptada em Bissau diz não "render-se à chantagem"


Cidade de Bissau, Guiné-Bissau, 1 de Fevereiro 2022
Cidade de Bissau, Guiné-Bissau, 1 de Fevereiro 2022

Menina de 18 anos foi sequestrada na noite de quarta-feira e os raptores querem que o pai se entregue às autoridades

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) denuncia nesta quarta-feira, 6, o rapto de uma menina de 18 anos de idade em Bissau, filha de um activista do PAIGC, na oposição, que já disse que “render-se à chantagem"”.

Ela foi detida por volta das 19 horas de ontem, no Bairro Militar, "onde foi arranjar o cabelo", diz a organização de defesa dos direitos humanos na sua página no Facebook.


“Os raptores utilizaram uma viatura preta dupla cabine, supostamente afecto ao Ministério do Interior, e estão a exigir como condição da libertação da menina a entrega do pai às autoridades nacionais”, continua a nota, tendo a Liga acrescentado que “os familiares da menina tiveram a oportunidade de falar com ela por iniciativa dos raptores que queriam que soubessem das suas reivindicações”.


A LGDH diz que, "segundo os relatos dos familiares, pelo que perceberam da voz da menina, ela está a ser submetida a tortura de vária natureza".

A VOA sabe que o pai da menina é o conhecido activista Fuló Só, que se encontra no exterior e que também no Facebook denunciou o rapto e disse que não vai "render-se à chantagem".

"Ninguém pode-me calar nas redes sociais", disse o activista, num vídeo em que acusou directamente o Chefe de Segurança do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Tcherno Bari, conhecido por "Tcherninho", pelo rapto.

A LGDH disse responsabilizar o Ministério do Interior pela vida e integridade física da menina e exige aos raptores "a sua libertação imediata e incondicional".

Não houve ainda qualquer reacção das autoridades.

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