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“É em tempo de crises que se revela o bom jornalismo” - Armindo Laureano


Após 18 anos de paz Angola deveria ter uma posição muito melhor no ranking da liberdade de imprensa mundial, disseram três conhecidos jornalistas angolanos.

A organização Repórteres Sem Fronteira colocou Angola em 106 lugar na sua classificação da liberdade de imprensa colocando assim o pais na zona “problemática” apenas um grao acima da zonaem que a liberdade de imprensa é “difícil”.

O director do Novo Jornal Armindo Laureano disse que para alémde outros problemas hoje em dia a questão económica afecta a liberdade de informação em Angola.

“Por causa da pressão económica os jornais, radio e televisão ficam muito dependentes dos anunciantes e isso acaba muitas vezes numa relação promíscua”, disse Laureano para quem “hoje o que mais atormenta os jornalistas são os constragimentos económicos”.

Para além desses constragimentos resultarem na redução de meio de trabalho há “medo” das adminsitrações de perderem os anunciantes e entre os jornalistas “pânico” de perderem o emprego.

Na maior parte dos orgãos de informação as “direcçõesforam sequestradas pelas administraçõese estas pelos anunciantes”, disse sublinhando depois que “qualquer tipo de interferência de fora acaba por ser uma censura”.

Laureano disse que a criseeconómica agravada pela pandemia do coronavírus pode contudo ser um período em que o jornalismos se pode provar como algo de nobre e essencial.

“É em tempo de crises que se revela o bom jornalismo”, disse.

André Mussamo, presidente do MISA – Angoladisse que a colocação de Angola no lugar 106 do ranking da liberdade de imprensa significa que “ainda não estamos bem” apesar de ser uma subida de 19 lugares em relação à posição ocupada anteriormente.

Teixeira Cândido do sindicato dos jornalistas sublinhou vários “constrangimentos” à liberdade de imprensa fazendo notar a quase total ausência de rádios comunitárias, aexistencia de apenas um diário nacional e duas gráficas a imprimirem jornais.

“Questões estruturantes continuam por resolver”, disse.

Ouça as entrevistas aqui

A liberdade de imprensa em Angola - 19:27
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