sábado, 19 abril, 2014. 07:03 UTC

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Huíla luta com falta de médicos

O parâmetro ideal da OMS de atenção à saúde da população que defende a relação de um médico para cada mil habitantes está longe de ser atingido na província da Huíla.

Huila tem poucos médicos
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Teodoro Albano
O parâmetro ideal de atenção à saúde da população da Organização Mundial da Saúde, OMS, que defende a relação de um médico para cada mil habitantes está longe de ser atingido na província da Huíla.

Em Quipungo,  por exemplo, Município localizado a 120 quilómetros a leste do Lubango, apenas um médico e em fim de contrato serve uma população estimada em 221 mil habitantes.

O chefe da repartição local da Saúde, Joaquim André Francisco, revelou que esta situação aliada ao número reduzido de enfermeiros, fragiliza o programa de municipalização da saúde que consiste em levar os cuidados primários de saúde junto das populações;

“ No âmbito da municipalização nós temos estratégias elaboradas no sentido de irmos ao encalço das nossas populações, vamos ao terreno, mas infelizmente quando tivermos que realizar esta acção de irmos ao encontro da população para que as crianças e as mulheres grávidas serem assistidas, logo somos obrigados a fechar o posto de saúde porque é um único enfermeiro que atende essas situações, logo cria de que maneira muitos constrangimentos”.

A realidade de Quipungo não foge muito do resto da província com raras excepções.

A busca da qualidade na assistência médica leva a que populações do interior vejam a capital Lubango como solução dos seus problemas de saúde levando a que os hospitais públicos registem grandes enchentes com todas as suas consequências.

Os responsáveis do sector dizem-se preocupados com a situação e a formação de quadros no ramo da medicina para baixar a carência neste domínio está na agenda, fez saber o director da saúde na Huíla, Bernabé Lemos;

“ Estamos a nos preparar para que não haja problemas com recursos humanos estamos a fazer formação massiva em termos de enfermeiros, estamos a fazer também alguma formação em termos de médicos temos alguma cooperação com a região de Abruzzi, Itália com a possibilidade de mandarmos para a Itália anualmente 20 médicos penso que a componente recursos humanos estará salvaguardada”.

Falta de recursos humanos em números razoáveis no sector da saúde com reflexos negativos na assistência médica às populações na província da Huíla.
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