terça-feira, 16 setembro, 2014. 09:22 UTC

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ANGOLA FALA SÓ - José Eduardo Agualusa: "Eleições locais são uma miragem"

O escritor angolano José Eduardo Agualusa criticou os atrasos na realização de eleições autárquicas em Angola, afirmando que "são uma miragem".

Essas eleições estavam previstas para 2014, mas o Ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, admitiu o seu adiamento para o ano seguinte.

"Essas eleições são uma miragem. à medida que se avança para elas, ficam para mais tarde", disse o escritor Agualusa, respondendo aos ouvintes da Voz da América, no programa Angola Fala Só.

"O poder local é uma inquietação porque as eleições não aconteceram e isso desanima o cidadão", afirmou José Eduardo Agualusa, para quem "as eleições locais ajudam a desenvolver as regiões. Sem elas não há justiça no desenvolvimento regional".

O escritor disse, ainda, que em Angola "o combate à corrupção ainda é só conversa" porque nenhuma figura poderosa foi a tribunal.

"O combate à corrupção só vence quando partir de cima. No Brasil veio de cima. Em Angola ainda não", frisou o escritor afirmando que "Angola tem um caminho muito grande a percorrer para a sua democratização completa".

José Eduardo Agualusa considerou que a sociedade angolana esperava, após o fim da guerra um progresso mais rápido para a democracia, mas isso não aconteceu. "A grande batalha dos próximos anos é avançar para a democracia plena", mas, neste últimos meses, "parece que não estamos a caminhar para a democracia mas para um sistema mais totalitário".

Pensa que, para resolver a questão de Cabinda, "o importante é consultar a população" e que, na educação, Angola devia investir mais no ensino básico e só depois no ensino superior - ao contrário do que está, erradamente, a fazer agora.

Disse que "só há a chamada verdade oficial na história de Angola" e que devem ser ouvidas mais vozes. Quanto a si próprio, afirmou não ter desejo de escrever a história formal de Angola, mas deseja continuar a abordá-la através dos seus trabalhos de ficção.

José Eduardo Agualusa está neste momento a escrever o guião para um filme, de produção basileira, baseado no seu romance, "Nação Crioula" sobre uma mulher que tendo sido escrava foi uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola.

Clique no link abaixo para ouvir o programa.

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Comentário
Comentários
     
por: joao antonio de: lobito
21.12.2012 09:40
senhor agualusa este pais nao tem intelectuais pois mesmo o doutor agostinho neto como doutorado aceitou a dire4cao de uma politica sem bases filosoficas crediveis para que angola hoje fosse um pais normal como no caso do poder popular e a ditadura do proletariado que esta na cabeca dos actuais responsaveis da governacao fazendo que este pais seje agora considerado nobodyªland sem cabeca ,tronco ou menbros por onde comecao


por: Prof.Kiluange de: New York-Manhattan
15.12.2012 09:34
Enquanto não debatermos abertamenta a presença de "mão de obra barata" chinesa no nosso território nacional, todos os
esforços tendentes a promoção da paz, justiça e democracia estão condenados ao fracasso!... É claro e evidente que os chineses são os " promotores invisíveis" da corrupção e favoristismo em Angola. A sua ganância da exploração dos nossos recursos minerais "é tal que" sobrepõem aos interesses infimos do próprio proprietário desta Terra mártir – o povo angolano! Quando um chinês ousa em açambarcar (leia-se caçumbular) a terra do autóctone, isso fala por si! Os crimes que os chineses cometem em Angola, na China são puníveis com a pena capital. Existem vários comprovantes que a China tem violado deliberada e sistematicamente a não- ingerência nos nossos assuntos internos , principalmente, através de actividades de inteligência e espionagem contra cidadãos angolanos comuns dentro de seus próprios país. A oposição deve responsabilizar a China por seus actos conscientes e alertar a comunidade nacional e internacional pelas consequências jurídicas e políticas da confusão instalada pelo regime autocrata de José Eduardo dos Santos.


por: Gabriel de: Angla
15.12.2012 07:22
È lamentavel, até triste escutar sempre assim. Em Agola tudo é contrario com os outros países.
Com o MPLA, não haverá nada de procurar ter ideias com os outros. Tudo quanto se fala de eleições em Angola, para o MPLA, é bicho de 100 cabeças, ele próprio tem medo com o que aprovou.
Isso é para cançar a esperança do povo quele governa.

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