quarta-feira, 29 julho, 2015. 00:36 UTC

Notícias / Angola

Huíla: Línguas nacionais fazem parte do currículo escolar

Para a consolidação do ensino das línguas locais, 120 professores irão beneficiar de formação nas línguas Nyaneka-Humbi, Umbundu e Ngangela.

Multimédia

Áudio
Teodoro Albano
O ensino das línguas locais em algumas escolas do ensino primário do primeiro e segundo ciclos, é uma realidade na província da Huíla.

Para a consolidação do ensino das línguas locais, 120 professores irão a partir desta segunda-feira até 1 de Fevereiro próximo beneficiar de formação nas línguas Nyaneka-Humbi, Umbundu e Ngangela.

Rui Sabino, professor de Ngangela, saudou a iniciativa: “Essa iniciativa é bem-vinda, durante muito tempo não estávamos a valorizar as línguas nativas”.

Para Manuel Changoka, professor de uma das variantes da língua Nyaneka-Humbi, o modelo vai trazer vantagens no processo de ensino e aprendizagem sobretudo para as crianças:

“Uma vez eu estava na minha escola a dar aulas na pré em português e veio lá um professor de língua portuguesa fazer levantamento, eu estava a fazer um desenho de um fogareiro, então o professor pergunta: isso é quê? As crianças responderam: omantya. Ele então virou-se para mim e disse omantya é quê? É fogareiro. Porque que não ensinas as crianças na sua língua? Não há autorização! Agora que há autorização estou a gostar muito?"

E o governo garante ter condições para capacitação dos docentes nas três línguas locais. O coordenador de inserção das línguas nacionais da Direcção Provincial da Educação na Huíla, Ezequiel Kambindangolo, fez saber que o processo na Huíla está em consolidação, o objectivo é generalizar o ensino: “ Temos Umbundo na escola de formação de professores ex-IMNE, temos também lá Nyaneka, temos no Magistério Primário, mas com um número muito reduzido de Umbundo e Ngangela, e assim de uma forma geral estamos na fase da consolidação, o nosso objectivo é alargarmos criarmos condições para um dia irmos para a generalização”.

Nyaneka-Humbi e suas variantes, Umbundu e Ngangela, nesta ordem, são as línguas locais mais faladas no espaço que compreende a província da Huíla. A introdução das línguas nacionais surge no quadro da Lei 13, de 31 de Dezembro de 2001, do sistema de educação angolano que dá lugar à reforma educativa e consequente inserção das línguas do país no sistema de ensino.
O forúm foi encerrado
Comentários
     
Năo existem comentários. Seja o primeiro

Siga-nos

Rádio

AudioAngola Fala Só: Ao Vivo I Mp3

Sexta 16:30 - 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Seg-Qui 17:00 - 18:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sexta-feira 17:30 UTC
 

AudioEmissão Vespertina: Ao Vivo I Mp3

Sáb-Dom 17:00 - 18:00 UTC

Os Nossos Vídeos

Your JavaScript is turned off or you have an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Sudão: música salva pessoas da mortei
X
28.07.2015 06:19
Em 2012 o realizador sudanês Hajooj Kuka realizou um documentário entre os refugiados da Guerra civil no Nilo Azul, Sudão, e na região montanhosa de Nuba. E surpreendeu-se com o que ali viu – a música estava a ajudar a salvar pessoas que estavam a ser alvo de ataques aéreos do seu próprio governo
Vídeo

Vídeo Sudão: música salva pessoas da morte

Em 2012 o realizador sudanês Hajooj Kuka realizou um documentário entre os refugiados da Guerra civil no Nilo Azul, Sudão, e na região montanhosa de Nuba. E surpreendeu-se com o que ali viu – a música estava a ajudar a salvar pessoas que estavam a ser alvo de ataques aéreos do seu próprio governo
Vídeo

Vídeo Marvel Comics lança um novo Homem-Aranha: Miles Morales

Seja em quadradinhos ou na tela do cinema, fãs estão acostumados a ver Peter Parker por trás do Homem-Aranha. Mas isto está a mudar. A Marvel Comics lançou Miles Morales para substituir Peter Parker em uma nova série de quadradinhos. Ele é metade latino e metado afro-americano e já é bem popular.
Vídeo

Vídeo Procuradoras mulheres da Somália para fazer a diferença

Numa nação marcada por um longo conflito, corrupção e impunidade, o governo da Somália espera reconstruir o sistema de justiça do país e pela primeira vez trouxe seis procuradoras mulheres ao processo
Vídeo

Vídeo Jornalista cego da Somália

Apesar da melhoria de segurança, nos últimos anos, Somália continua um dos países mais perigosos para ser jornalista, pior para que não tem a capacidade de ver. Abdifatah Hassan Kalgacal têm reportado na última década a partir da capital daquele país. É cego
Vídeo

Vídeo Manchetes Africanas 23 Julho 2015

As imagens noticiosas de Africa
Mais Vídeos