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Professores procuram apoio político da CASA-CE

  • Manuel José

Membros do partido CASA-CE em Angola (Arquivo)

Membros do partido CASA-CE em Angola (Arquivo)

Perante a inacção e silêncio do governo angolano, o sindicato dos professores procura o apoio político da oposição para galvanizar-se num braço-de-ferro que já dura há três dias.

Entrou-se hoje no terceiro dia de greve nas universidades angolanas e por causa do silencio da entidade patronal, no caso o ministério do ensino superior, o Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINPES) resolveu procurar apoios para a sua causa e levou o dossier de greve à terceira maior forca partidária do país, a CASA-CE.


A Convergência Ampla de Salvação de Angola recebeu o caderno e prometeu apresentar a sua posição política sobre o assunto dentro de dias, como prometeu Lindo Bernardo Tito.

"Nenhuma sociedade desenvolve-se enquanto tem um ensino superior nas circunstâncias que nós conhecemos, nós vamos tomar uma posição política dentro de algum tempo."

A Voz da América tentou uma vez mais ouvir a posição do ministério do ensino superior e mais uma vez ficou pela intenção. Questionamos a CASA-CE sobre este silencio da entidade patronal o deputado Lindo Tito disse que acredita ser uma estratégia do regime no poder em Angola.

"Se tivéssemos num país civilizado e mais democrático este governo não resistiria muito tempo, é um governo ditatorial e repressivo que cria uma situação de temor junto das pessoas para que estas não consigam se manifestar livremente."

Para o parlamentar da CASA-CE há uma intenção deliberada do regime se perpetuar no poder.

"Esta é uma ditadura com capa de democracia, uma democracia controlada que visa apenas sustentar a continuação do poder e não é uma democracia plena como acontece em países civilizados."

Quanto a greve, ela vai continua, segundo o SINPES até que a proposta apresentada a entidade patronal seja respondida como assegurou o seu secretario geral Eduardo Peres Alberto.

"Nós apresentamos uma proposta salarial que deve ser discutida, devem dialogar com o Sindicato para se chegar a um consenso, nós também somos humanos, se houver uma justificação fundamentada do ministério do ensino superior talvez possa haver consenso."

Secretário-geral do SINPES, Eduardo Peres Alberto que hoje reuniu com Abel Chivukuvuku presidente da CASA-CE.

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