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Mubarak poderá sair da prisão

  • Elizabeth Arrott

Na cidade do Cairo prevalece uma calma tensa, enquanto o governo apoiado pelos militares reitera a posição de não tolerar manifestações antigovernamentais.

A morte de pelo menos 36 manifestantes sob a custódia da poícia ameaça desencadear em novos confrontos. A Irmandade Muçulmana manifestou repulsa pela morte de dezenas de apoiantes que estavam sob custódia policial.


A oposição acusa as forças de segurança de ter assassinado os indivíduos. O ministério do Interior reconheceu a morte, mas responsabilizou os detidos, e uma versão, de várias que circulam, refere que os indivíduos tentaram escapar.

As notícias das mortes seguiram-se à afirmação do chefe das Forças Armadas Abdel Fatah el-Sissi de continuar a repressão do que classificou de terrorismo, e da destruição do país.

Este foi o primeiro comentário público desde as operações, na quarta-feira, contra concentrações de manifestantes antigovernamentais que causaram a morte da centenas de pessoas.

No entanto el-Sissi prometeu a inclusão de apoiantes da Irmandade, referindo existir espaço para todos no processo político.

A cidade do Cairo conheceu um dia de domingo quase normal, mas as forças de segurança e os tanques permanecem estacionados na maioria dos bairros, e algumas áreas onde se registaram confrontos encontram-se totalmente bloqueadas.

As barragens – e a presença de civis anti Irmandade – levaram a que os Islamitas e o grupo Aliança Anti Golpe tenham diminuíssem os protestos no domingo.

O governo prometeu reprimir os comités populares – desde os grupos de vigilância de bairros até aos bandos de vigilantes. As suas acções mantem a capital em tensão, tendo sendo escutado tiroteio esporádico.

A repressão violenta dos manifestantes levou alguns responsáveis Europeus e do Estados Unidos a considerar passar em revisão a assistência ao Egipto. No entanto a Arabia Saudita, o principal apoiante do sector militar egípcio, alertou contra uma tal eventualidade.

As autoridades egípcias tentaram esvaziar quaisquer alterações estrangeiras hostis, indicando que vao analisar que possa não ser necessário.

As autoridades judiciais egípcias ordenaram a libertação de Hosni Mubarak e o seu advogado acredita que o ditador deposto em Fevereiro de 2011 pode sair da prisão esta semana.

Antigo ditador foi condenado a prisão perpétua em Julho do ano passado, mas está à espera de uma repetição do julgamento.
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